Osmar Ricardo, presidente do Sindsepre, destaca que a decisão foi coletiva, consciente e necessária. Esclarece que na próxima segunda-feira (30) haverá uma nova assembleia.
Prefeito João Campos, do Recife, e servidores em ato contra gestão. Fotos: Divulgação e Filipe Gondim/Asscom SIMPERE. Arte: Portal de Prefeitura
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Recife (Sindsepre), Osmar Ricardo, comunicou, na sexta-feira, 27 de março, que a categoria aprovou a greve após a realização de uma assembleia. Em suas falas, ele diz que os servidores e servidoras receberam "silêncio e espera, enquanto tentavam construir um caminho de negociação com a gestão João Campos (PSB). (veja vídeo abaixo)
"Hoje, em assembleia, os servidores e servidoras do Recife tomaram uma decisão difícil: aprovar a greve. Foram dias de diálogo, paciência e esforço para construir um caminho de negociação. Mas, do outro lado, o que recebemos foi silêncio e espera", disse Osmar.
O líder da categoria alegou ainda que quem cuida da cidade também precisa ser cuidado. Como é o caso de pais, mães, trabalhadores que fazem o serviço público acontecer todos os dias e que foi com dor, que chegaram ao limite no dia de hoje.
Osmar destaca que a decisão foi coletiva, consciente e necessária. Esclarece que na próxima segunda-feira (30) haverá uma nova assembleia, na Câmara Municipal e de acordo com a lei, aguardarão o prazo de 72h para o início da greve.
"Seguimos com responsabilidade, mas também com dignidade. Pedimos à população compreensão: essa luta também é por um serviço público melhor para todos", pontuou.
No dia 3 de março, o ex-vereador do Recife Osmar Ricardo (PT) se posicionou publicamente após assinar o pedido de abertura da chamada CPI do Fura-Fila, que pretende investigar o prefeito João Campos (PSB). A assinatura provocou reação imediata do Executivo municipal e resultou na saída de Osmar da Câmara.
Osmar ocupava o mandato como primeiro suplente da Federação formada por PT, PV e PCdoB. Ele assumiu a vaga depois que o prefeito nomeou o vereador eleito Marco Aurélio Filho (PV) para comandar a Secretaria de Direitos Humanos e Juventude. Após a assinatura da CPI, João Campos exonerou Marco Aurélio da secretaria. Com isso, Osmar deixou automaticamente o cargo de vereador e Marco Aurélio voltou para Câmara.
A CPI do Fura-Fila quer apurar possíveis irregularidades em um concurso público da Prefeitura do Recife. O pedido investiga suspeitas de favorecimento e eventual mudança na ordem de classificação de candidatos já aprovados. O tema ganhou força nos bastidores da Câmara e mobilizou parlamentares para alcançar o número mínimo de assinaturas necessárias.
Osmar é presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Recife foi o único vereador do PT a assinar o requerimento. Nas redes sociais, ele divulgou uma nota em que rebate críticas e nega qualquer alinhamento com a direita ou com o bolsonarismo. Ele afirmou que a CPI não pertence a nenhum grupo ideológico e que o objetivo da comissão é esclarecer os fatos.
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Eles não são contabilizados como válidos nem destinados ou transferidos a qualquer candidato ou partido político.
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