Concurso Funai. Foto: Divulgação/Funai
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) deu mais um passo em direção à realização de um novo concurso público. O órgão encaminhou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) um pedido de autorização para preencher 2.568 vagas efetivas a partir de 2027.
A solicitação foi enviada na última sexta-feira, 29 de maio, e integra o processo de elaboração do Orçamento Federal do próximo ano. Agora, o pedido seguirá para análise das áreas técnicas do ministério responsável pela autorização de novos concursos federais.
De acordo com a proposta apresentada pela Funai, o quantitativo solicitado contempla duas carreiras do órgão.
As vagas estão distribuídas entre:
O cargo de técnico em indigenismo exige nível médio de escolaridade. Já a carreira de especialista em indigenismo é destinada a candidatos com formação de nível superior.
O pedido foi formalizado pelo Ministério dos Povos Indígenas e encaminhado à ministra da Gestão, Esther Dweck.
A nova solicitação representa um aumento expressivo em relação ao pedido apresentado pela fundação em 2025. No ano passado, a Funai solicitou autorização para 801 vagas efetivas, sendo 495 para técnico em indigenismo e 306 para especialista em indigenismo.
Agora, o órgão ampliou a demanda para 2.568 vagas. Segundo a nota técnica elaborada pela comissão responsável pelos estudos, a medida busca reforçar o quadro de servidores diante do aumento das atribuições institucionais e da expansão da estrutura administrativa da fundação.
A fundação informa que atualmente possui 2.174 agentes públicos em exercício. Desse total, apenas 1.634 pertencem ao quadro próprio do órgão. A documentação também registra 258 desligamentos entre os anos de 2023 e 2026, incluindo aposentadorias e exonerações.
Outro ponto destacado pela instituição é a reestruturação administrativa realizada em 2025. Segundo a Funai, a medida ampliou em aproximadamente 30% sua estrutura organizacional, elevando para 883 o número de unidades administrativas distribuídas pelo país.
Na justificativa apresentada ao Governo Federal, a fundação destaca o crescimento da população indígena brasileira e a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento das políticas públicas voltadas aos povos indígenas.
Caso o pedido receba autorização, a expectativa da própria Funai é formar a comissão organizadora, contratar a banca examinadora e publicar o edital durante o primeiro semestre de 2027. A previsão também indica a realização das provas e a homologação do resultado ainda no mesmo ano.
A última seleção efetiva do órgão ocorreu por meio do Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, que ofertou 502 vagas para cargos de níveis médio e superior em diversas áreas.
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Após a homologação do resultado, o certame terá validade de dois anos, podendo ser prorrogada uma única vez por igual período.
Para concorrer, os candidatos devem atender aos requisitos de formação estabelecidos no edital, que prevê doutorado.
Os processos seletivos já estão abertos, e os requisitos variam de acordo com a função. Há posições para profissionais em início de carreira e também para candidatos com experiência e conhecimentos específicos.
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