Em vez de insistir na publicação imediata de um edital para parte das vagas administrativas, a instituição solicitou ao governo federal o aproveitamento de profissionais da Administração Pública Federal.
Concurso ABIN. Foto: Reprodução/ABIN.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) adotou uma nova estratégia para reforçar seu quadro de servidores após o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) negar autorização para um novo concurso público.
Em vez de insistir na publicação imediata de um edital para parte das vagas administrativas, a instituição solicitou ao governo federal o aproveitamento de profissionais das carreiras transversais da Administração Pública Federal. A mudança consta em um ofício encaminhado à Secretaria de Gestão de Pessoas do MGI, que atualiza pedidos apresentados anteriormente.
No documento, a Abin informa que precisou revisar as demandas enviadas em 2024 e 2025 em razão das alterações promovidas na estrutura das carreiras transversais do Executivo Federal.
Com a criação das carreiras de Analista Técnico do Poder Executivo Federal (ATPE) e Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD), parte das funções antes solicitadas passou a ser contemplada por esses novos cargos.
Diante desse cenário, a agência passou a solicitar o provimento de 76 vagas em diferentes especialidades da carreira de ATPE, incluindo cargos técnico-administrativos, tecnologistas, psicólogos, contadores, engenheiros, arquivistas, técnicos em assuntos educacionais, técnicos em comunicação social, estatísticos, médicos do trabalho, bibliotecários, assistentes sociais e arquiteto. Além disso, o órgão pediu o preenchimento de 27 vagas para a carreira de ATJD.
As vagas de Analista Técnico de Justiça e Defesa destinam-se às áreas de desenvolvimento institucional, planejamento estratégico, programas e projetos estratégicos, governança, assistência técnica ao Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e assuntos jurídico-institucionais.
Segundo a Abin, esses profissionais deverão fortalecer atividades ligadas ao planejamento, à governança, ao assessoramento técnico e ao apoio ao Sisbin.
No ofício enviado ao Ministério da Gestão, a Abin afirma que seu quadro de servidores permanece em situação considerada crítica. O documento registra 73 vacâncias e 17 exonerações nas quatro carreiras da instituição desde o início de 2024. De acordo com a agência, esse cenário ampliou o déficit de pessoal e comprometeu parte da capacidade operacional.
A Abin também informou que publicou quatro editais na plataforma Currículo e Oportunidades entre 2024 e 2026 para atrair servidores de outros órgãos. No entanto, segundo a instituição, nenhuma movimentação foi efetivada por falta de interessados ou por restrições relacionadas à cessão de servidores.
No início deste mês, o Ministério da Gestão negou o pedido da Abin para realizar um concurso público com 301 vagas de nível superior, sendo 205 para oficial de inteligência e 96 para oficial técnico de inteligência.
A justificativa apresentada pelo governo federal foi a limitação orçamentária da União. Antes da negativa, a agência havia informado que pretendia recompor o quadro de pessoal com concursos realizados em intervalos de dois anos. Diante da decisão, passou a priorizar o aproveitamento de servidores das carreiras transversais da Administração Pública Federal.
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Os prazos de inscrição variam conforme o órgão, com seleções que encerram as candidaturas ainda em outubro e outras que seguem até dezembro.
As oportunidades contemplam cargos de níveis intermediário e superior, além de contratações temporárias.
A validade do processo seletivo será de até um ano, contado a partir da assinatura do primeiro contrato, podendo ser prorrogada uma única vez pelo mesmo prazo.
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