O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, revelou que ao menos 25 países enviaram cartas solicitando que a conferência do clima da ONU não ocorra na cidade do Pará.
Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, revelou que ao menos 25 países enviaram cartas solicitando que a conferência do clima da ONU não ocorra em Belém, no Pará, devido à alta nos preços das diárias de hotéis na cidade. A conferência está marcada para acontecer entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025.
Durante um evento da Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE), em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Corrêa do Lago afirmou que representantes internacionais demonstraram preocupação real com os valores praticados no setor hoteleiro da capital paraense.
Segundo ele, alguns hotéis estão cobrando diárias até dez vezes mais altas do que o valor usual. A disparada nos preços gerou indignação entre delegações estrangeiras, principalmente de países em desenvolvimento, que alegam dificuldade para garantir a participação de suas comitivas no evento.
Entre os países que questionaram oficialmente a permanência da COP30 em Belém estão Áustria, Bélgica, Canadá, República Checa, Finlândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça. O número de delegações insatisfeitas cresce e fortalece a pressão sobre o governo brasileiro.
O temor é que a falta de controle sobre os preços possa comprometer o caráter inclusivo da conferência. Muitos representantes afirmaram que suas delegações terão que ser reduzidas drasticamente se os valores não forem revistos. Alguns já ventilam a possibilidade de apresentar um pedido formal para que a sede da COP30 seja transferida para outro local.
Apesar da pressão, o governo brasileiro segue empenhado em manter a realização da COP30 em Belém. André Corrêa do Lago afirmou que o governo tenta convencer os hotéis locais a reduzirem os preços, mas esbarra em limitações legais. Ele destacou que não é possível impor tabelas de preços nem estabelecer controle sobre os valores cobrados.
Ainda assim, o Planalto realizou uma reunião no mês passado para discutir a situação e buscar soluções com a rede de hospedagem. A Secretaria Extraordinária da COP30, responsável pela organização do evento, foi acionada, mas até o momento não se manifestou oficialmente sobre a polêmica.
Além das nações europeias, o chefe do Grupo de Negociadores Africanos, Richard Muyungi, afirmou que as expectativas em relação à realização da COP no Brasil continuam altas, mas exigem respostas concretas. Ele disse que o governo brasileiro prometeu apresentar soluções até o dia 11 de agosto.
Muyungi relatou que, na atual situação, o Brasil não pode simplesmente pedir que os países enviem menos representantes. Segundo ele, essa abordagem não é compatível com a importância da conferência, que precisa garantir ampla participação e acessibilidade para todas as nações.
A tensão em torno da realização da COP30 em Belém não é recente. Durante a reunião preparatória realizada em Bonn, na Alemanha, em junho deste ano, alguns países já expressavam insatisfação com a falta de estrutura e com a previsão de custos elevados. A possibilidade de retirar a conferência do Brasil foi cogitada nos bastidores, mas agora toma corpo com as cartas enviadas formalmente.
O governo brasileiro enfrenta o desafio de conciliar as demandas logísticas com as expectativas políticas e diplomáticas em torno do evento. Belém foi escolhida para sediar a COP30 como forma de valorizar a Amazônia e reforçar o papel do Brasil no debate ambiental global. No entanto, o atual impasse coloca em risco essa estratégia.
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