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Carla Zambelli entra na lista de foragidos internacionais da Interpol

A medida foi tomada após a Polícia Federal formalizar um pedido com base em determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Fernanda Diniz

05 de junho de 2025 às 14:00   - Atualizado às 14:20

Deputada estadual Carla Zambelli.

Deputada estadual Carla Zambelli. Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira, 5 de junho, o nome da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi incluído na lista de foragidos internacionais da Interpol.

A medida foi tomada após a Polícia Federal formalizar um pedido com base em determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Zambelli agora integra a chamada Difusão Vermelha da Interpol, um banco de dados que reúne nomes de pessoas procuradas pelas autoridades dos 196 países-membros da organização internacional.

A análise do pedido e a inclusão do nome da parlamentar na rede global de procurados ocorreram em menos de 24 horas.

Carla Zambelli pode pedir asilo aos EUA 

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) está reconsiderando seus planos de se mudar para a Itália e avalia agora permanecer nos Estados Unidos, onde pode solicitar asilo político ao governo de Donald Trump.

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A informação foi confirmada pela própria parlamentar em entrevista à CNN, na tarde de terça-feira (3).

“Talvez fique aqui nos EUA mesmo”, declarou Zambelli.

Inicialmente, a deputada planejava se mudar para a Itália, país do qual também possui cidadania. No entanto, a possibilidade de extradição mesmo com dupla nacionalidade levou à revisão da estratégia.

A legislação italiana permite a extradição de seus cidadãos, e há precedentes envolvendo brasileiros que foram devolvidos ao país para cumprir pena.

Entre os casos citados estão o do banqueiro Salvatore Cacciola, extraditado pela Itália em 2008, e o do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que também possuía cidadania italiana e foi extraditado em 2015 após tentar escapar de sua condenação no caso do mensalão.

Segundo especialistas, o tratado de extradição entre Brasil e Itália, firmado em 1989, prevê a possibilidade de envio de cidadãos italianos ao Brasil.

A única exceção seria uma eventual negativa do governo italiano em cumprir uma decisão judicial — algo que, por ora, não está garantido.

A situação de Zambelli começou a repercutir também na Itália. O deputado Angelo Bonelli, líder do Movimento Europa Verde e da Aliança Verde, já solicitou esclarecimentos aos ministros italianos das Relações Exteriores, da Justiça e do Interior sobre o caso da parlamentar brasileira.

Segundo da CNN, diante desse cenário, crescem as chances de Zambelli optar por permanecer nos Estados Unidos.

O alinhamento político com o ex-presidente Donald Trump e a proximidade com figuras como Eduardo Bolsonaro e outros aliados do trumpismo são fatores considerados.

Além disso, os EUA raramente concedem extradição ao Brasil, devido às restrições previstas no tratado bilateral entre os países, que só permite extradições em casos específicos e mediante decisão da Justiça americana.

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