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Banco Master: dois dos sete presos por esquema fraudulento em operação da PF são soltos; veja quem

A Operação foi deflagrada pela PF para investigar um esquema de emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.

Gabriel Alves

21 de novembro de 2025 às 16:58   - Atualizado às 16:58

André Felipe e Henrique Souza, presos pela PF que foram soltos.

André Felipe e Henrique Souza, presos pela PF que foram soltos. Fotos: TV Globo/Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Dois dos sete presos na operação da Polícia Federal que investiga um esquema fraudulento no Banco Master foram soltos na noite de quinta-feira, 20 de novembro. Ambos deixaram a Superintendência da PF em São Paulo após o fim do prazo da prisão temporária, que tinha validade de três dias e não foi renovada. A informação foi confirmada pelas defesas.

Foram liberados:

  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa suspeita de participação no esquema;
  • Henrique Souza Silva Peretto, sócio de outra empresa investigada.

Eles deixaram a Superintendência carregando travesseiros e tentando cobrir os rostos.

Quem segue preso

Outros cinco investigados continuam detidos porque tiveram a prisão preventiva decretada, modalidade sem prazo definido. Todos são executivos ou sócios do Banco Master. São eles:

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  • Daniel Bueno Vorcaro, dono e presidente do Banco Master;
  • Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do banco;
  • Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia;
  • Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria;
  • Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio da instituição.

Operação

Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal na segunda-feira, 17 de novembro, para investigar um esquema de emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.

A PF cumpriu sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

As investigações começaram em 2024, após o Ministério Público Federal pedir apuração sobre indícios de fabricação de carteiras de crédito sem lastro por uma instituição financeira. De acordo com a PF, esses títulos teriam sido vendidos para outro banco. Depois de inspeção do Banco Central, os ativos foram trocados por outros sem avaliação técnica adequada, o que levantou suspeitas de irregularidades. O caso evoluiu rapidamente e passou a envolver suspeita de crimes graves.

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