Bolsonaro ao lado de Mauro Cid. Foto: Alan dos Santos/PR
O advogado Celso Vilardi, representante do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou na segunda-feira, 24 de fevereiro, que entrará com um pedido para anular a delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-mandatário.
A declaração ocorreu após uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. Ao deixar a reunião, Vilardi afirmou ter protocolado diversas petições ao ministro, mas não adiantou detalhes sobre o conteúdo dos documentos.
O advogado também minimizou o impacto da divulgação de novos áudios da Polícia Federal (PF), que fazem parte da investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. Segundo ele, as gravações não agravam a situação de Bolsonaro.
"Não tive acesso a todas as mídias. Isso precisa ser analisado dentro de um contexto, e não frases separadas", argumentou Vilardi.
Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro e outros 33 investigados ao STF. O julgamento da denúncia ficará a cargo da Primeira Turma da Corte, composta pelo relator Alexandre de Moraes e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Se a maioria dos ministros aceitar a acusação, Bolsonaro e os demais investigados se tornarão réus e passarão a responder a uma ação penal no Supremo.
O STF ainda não definiu a data do julgamento, mas, considerando os trâmites legais, pode analisar o caso ainda no primeiro semestre de 2025.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que o general da reserva Mário Fernandes, estava entre os que mais pressionavam o ex-presidente Jair Bolsonaro a tomar alguma medida. O pedido do militar atentava contra a democracia.
A solicitação do general foi no fim das eleições de 2022 até a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023.
Os detalhes constam um plano de ruptura institucional movido pelo ex-presidente e aliados.
A delação de Cid, que trabalhou ao lado de Bolsonaro durante todo mandato presidencial, serviu de base para a denúncia apresentada na terça-feira (18).
O procurador-geral da Republica, Paulo Gonet, acusou o ex-presidente e o próprio Cid, além de outras 32 pessoas, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Fernandes, que é general do Exército e, no fim do mandato de Bolsonaro, foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, já foi comandante dos kids pretos, força de elite do Exército.
De acordo com a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), ele ficou responsável por coordenar as ações de monitoramento e assassinato de autoridades públicas. Inclusive, incluindo do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do próprio ministro Alexandre de Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os investigadores descobriram esse plano de atentado, chamado de Punhal Verde e Amarelo.
"Ele [Fernandes] era um general que estava muito ostensivo, inclusive nas redes sociais. Estava com os manifestantes o tempo todo, estava indo lá. Inclusive, o general Freire Gomes [então comandante do Exército] até cogitou punir ele, porque ele estava muito ostensivo na pressão para que os generais para que pudessem fazer alguma coisa. Ele estava bem, digamos, raivoso. Era o que mais impulsionava o presidente [Bolsonaro] a fazer alguma coisa", citou Mauro Cid na delação.
A polícia prendeu Fernandes no fim de novembro do ano passado. A prisão foi em operação da Polícia Federal (PF) que descobriu os planos para assassinar autoridades e instalar o caos no país.
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Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.
A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
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