Outdoor em Tel Aviv exibe a imagem do presidente Donald Trump abraçando o ativista político conservador Charlie Kirk Créditos: Divulgação/Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (15) a possibilidade de classificar a coalizão Antifa como organização terrorista, em meio à investigação do assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk, fundador do grupo Turning Point USA e aliado do mandatário. A declaração reacende o debate político em um país já polarizado.
O diretor do FBI, Kash Patel, confirmou que vestígios de DNA encontrados na cena do crime correspondem ao suspeito Tyler Robinson, 22 anos, que se entregou após uma perseguição policial de 33 horas. As autoridades apontam que Robinson utilizou um rifle de precisão para assassinar Kirk durante um evento público, atirando de um telhado e atingindo o pescoço do influenciador com um único disparo.
No processo investigativo, foi encontrada uma nota em que o suspeito expressava intenção premeditada de eliminar Kirk. O texto, embora destruído, teve fragmentos recuperados na residência do acusado.
A morte de Charlie Kirk, bastante ativo em plataformas como TikTok e YouTube, provocou forte comoção e acirrou tensões entre grupos conservadores e progressistas. Trump, que já foi alvo de dois atentados em sua carreira política, prometeu uma resposta dura e canalizar a indignação para combater o que classificou como campanha coordenada contra o conservadorismo americano.
O conselheiro Stephen Miller detalhou que a resposta será enfática e direcionada aos que promovem atos violentos sob o discurso radical de esquerda.
O governador de Utah, Spencer Cox, revelou que Robinson mantinha relacionamento com um colega de quarto transgênero e se identificava com pautas de esquerda. O FBI aponta que o jovem compartilhou suas intenções em grupos fechados do Discord antes do crime. Ele foi descrito como um estudante inteligente, proveniente de família mórmon, e foi entregue às autoridades pelo próprio pai.
O parceiro de Robinson, embora não colabore plenamente com a polícia, tem fornecido depoimentos considerados relevantes pelas equipes de investigação.
O funeral de Charlie Kirk acontecerá no domingo (21), num estádio no Arizona, com presença já confirmada de Donald Trump. Boatos sobre comentários antissemitas feitos por Kirk circularam nas redes, mas o New York Times esclareceu que suas falas foram distorcidas e retiradas de contexto, sendo usadas apenas como exemplo negativo em debate sobre discurso de ódio.
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