Donald Trump, presidente reeleito nos EUA. Foto: Shealah Craighead/White House
A Casa Branca demitiu na noite de sexta-feira, 24 de janeiro, os inspetores gerais independentes de pelo menos 12 grandes agências federais em um movimento que pode abrir caminho para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instale aliados em funções importantes que tem o papel de identificar fraudes, desperdícios e abusos no governo.
Os inspetores gerais foram notificados via e-mail de que eles tinham sido demitidos. As demissões podem significar uma violação da lei federal, que exige que o Congresso receba um aviso de 30 dias sobre qualquer intenção de demitir inspetores-gerais.
Algumas das maiores agências do governo estavam envolvidas, incluindo os departamentos de Defesa, Estado, Transporte, Assuntos de Veteranos, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Interior e Energia.
A maioria dos demitidos eram indicados por Trump em seu primeiro mandato, o que surpreendeu o grupo.
"É um massacre generalizado", disse um dos inspetores gerais demitidos. "Quem quer que Trump coloque agora será visto como leal, e isso enfraquece todo o sistema." Outro fiscalizador demitido disse que a nova administração "não quer ninguém nessa função que seja independente."
Alguns inspetores-gerais são nomeados pelo presidente, enquanto outros são designados pelos chefes de suas agências. Eles servem por períodos indeterminados e normalmente mantêm seus cargos mesmo quando os presidentes que os nomearam saem da Casa Branca. Um presidente pode demiti-los, mas precisa noticiar o Congresso americano com antecedência.
Durante seu primeiro mandato, Trump demitiu cinco inspetores-gerais em um período de menos de dois meses em 2020 - incluindo no Departamento de Estado, cujo inspetor-geral desempenhou um papel menor nos procedimentos de impeachment do presidente e começou a investigar suposta má conduta do então Secretário de Estado Mike Pompeo. Alguns legisladores criticaram a medida por considerarem uma retaliação.
Os inspetores-gerais são designados para atuar como vigilantes em agências federais com poderes investigativos para investigar alegações de desperdício, fraude e abuso.
Antes das demissões, havia 74 inspetores-gerais em todo o governo federal, alguns com grandes equipes, numerando milhares. A notícia deixou alguns funcionários nos escritórios "absolutamente chocados", disse um executivo sênior no escritório de um inspetor-geral, que não estava autorizado a falar oficialmente.
"Isso é totalmente sem precedentes. É o que temíamos. Houve barulho durante a transição sobre ele fazer isso e algumas declarações feitas durante sua campanha" pelos assessores de Trump, disse o executivo.
Estadão Conteúdo
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Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Segundo informações divulgadas pelo UFC, o atleta teria sofrido um aparente ataque cardíaco enquanto dormia e não resistiu.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
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