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TRUMP assina ordem que PROÍBE mulheres TRANS em presídios femininos dos EUA

Atualmente, cerca de 2,3 mil pessoas trans estão presas, das quais 1,5 mil fizeram a transição para o gênero feminino.

Isabella Lopes

25 de janeiro de 2025 às 08:50   - Atualizado às 08:59

Presidente dos EUA , Donald Trump e Bandeira LGBT+

Presidente dos EUA , Donald Trump e Bandeira LGBT+ Foto: Reprodução e Marcelo Carmago/ Agência Brasil

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, assinou uma ordem que determina que mulheres trans cumpram pena em cadeias para homens.

Atualmente, cerca de 2,3 mil pessoas trans estão presas, das quais 1,5 mil fizeram a transição para o gênero feminino. A ordem faz parte de um conjunto de medidas do novo mandato de Trump, que reconhece apenas o sexo atribuído no momento do nascimento.

Além disso, as mulheres transexuais presas não poderão prosseguir com os tratamentos de transição de gênero.

"Os esforços para erradicar a realidade biológica do sexo atacam fundamentalmente as mulheres, privando-as de sua dignidade, segurança e bem-estar", diz trecho do documento.

A decisão também proíbe que os fundos federais financiem tratamentos médicos de transição de gênero, terapia hormonal e procedimentos cirúrgicos.

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De acordo com organizações que defendem os direitos da comunidade LGBTQIA+, a interrupção dos tratamentos médicos pode levar ao desenvolvimento de depressão em pessoas trans, tanto mulheres quanto homens.

O texto também menciona que a Lei de Eliminação de Estupro nas Prisões considera o status de identidade de gênero das pessoas transgênero como um fator de risco.

Trump e cidadania por nascimento

Um juiz federal em Seattle bloqueou temporariamente nesta quinta-feira, 23, a ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que encerrava a garantia constitucional da cidadania por direito de nascimento e a chamou de "claramente inconstitucional". Essa foi a primeira audiência de um esforço multilateral para contestar a medida.

O juiz distrital dos EUA, John Coughenour, interrompeu um advogado do Departamento de Justiça por diversas vezes durante os argumentos para perguntar como ele poderia considerar a ordem constitucional.

Quando o advogado, Brett Shumate, disse que gostaria de ter a chance de explicar em um documento completo, o juiz respondeu que a audiência era sua oportunidade para isso.

A ordem temporária de bloqueio da medida de Trump, solicitada pelos Estados do Arizona, Illinois, Oregon e Washington, foi a primeira a ser analisada por um juiz e tem aplicação nacional.

O caso é um dos cinco processos movidos por 22 Estados e vários grupos de defesa dos direitos dos imigrantes em todo o país.

As ações incluem depoimentos pessoais de procuradores-gerais que são cidadãos norte-americanos por direito de nascimento e mencionam mulheres grávidas que temem que seus filhos não se tornem cidadãos dos EUA.

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