Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Divulgação/CB
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom das declarações sobre o conflito com o Irã e afirmou, nesta quarta-feira (8), que o país poderá realizar um ataque "com mais força" contra território iraniano ainda nesta noite. A fala ocorreu antes de uma reunião da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada na Turquia, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.
A declaração ocorre poucos dias após a retomada das hostilidades entre Washington e Teerã, mesmo depois de um acordo preliminar de cessar-fogo firmado no fim de junho. Nas últimas horas, os dois países voltaram a trocar ataques, alimentando o temor de uma escalada militar na região.
Ao conversar com jornalistas, Trump afirmou que os Estados Unidos estão preparados para ampliar as operações militares caso considerem necessário. Segundo ele, a ofensiva prevista para esta quarta-feira poderá ser mais intensa do que as ações realizadas nos últimos dias.
O presidente norte-americano também indicou que infraestruturas estratégicas do Irã poderão ser alvo das forças dos Estados Unidos, embora tenha ressaltado que uma escalada maior não seria o cenário desejado por Washington.
A declaração reforça o endurecimento do discurso da Casa Branca diante da retomada dos confrontos e amplia a pressão sobre o governo iraniano.
Durante a mesma entrevista, Trump revelou detalhes da operação militar realizada contra a Ilha de Kharg, considerada o principal terminal de exportação de petróleo do Irã.
Segundo o presidente, a ilha foi atingida por forças norte-americanas, mas ele determinou que os reservatórios de petróleo não fossem atacados.
"Atacamos a Ilha de Kharg ontem, e eu falei: 'Não encostem no petróleo', porque talvez tomemos a ilha e não há nada que eles possam fazer sobre isso", declarou.
A afirmação repercutiu internacionalmente por indicar que os Estados Unidos buscam preservar uma infraestrutura considerada estratégica, ao mesmo tempo em que mantêm a pressão militar sobre Teerã.
A nova fase do conflito começou após ataques contra navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos lançou bombardeios contra alvos iranianos. O governo do Irã classificou a ação como uma violação do acordo de paz firmado anteriormente e reagiu com ataques contra bases militares norte-americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait.
Os dois países abrigam importantes instalações militares dos Estados Unidos na região e chegaram a emitir alertas de segurança diante da possibilidade de novos ataques.
Trump também afirmou que o bloqueio ao Estreito de Ormuz poderá ser retomado caso o conflito continue se agravando. Segundo ele, integrantes da Otan concordaram em enviar embarcações especializadas para ajudar a garantir a segurança da rota marítima.
As novas declarações do presidente norte-americano aumentaram a preocupação da comunidade internacional quanto aos próximos passos do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Analistas avaliam que uma ofensiva de maior intensidade poderá ampliar a instabilidade no Oriente Médio e gerar impactos diretos no mercado global de energia, especialmente devido à importância estratégica da Ilha de Kharg e do Estreito de Ormuz para as exportações de petróleo.
Enquanto Washington mantém o discurso de pressão máxima sobre Teerã, o governo iraniano afirma que responderá a qualquer nova ação militar. O cenário mantém governos e organismos internacionais em alerta, diante do risco de uma escalada que envolva outros países da região e provoque novos desdobramentos geopolíticos nas próximas horas.
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O presidente americano, no entanto, reafirmou que seguirá com a ideia de manter um "bloqueio completo" para embarcações que tenham, como origem ou destino, portos iranianos.
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