O caso ocorreu em fevereiro de 2020, quando o homem recebeu três bebidas quentes em um suporte de papelão no drive-thru.
18 de março de 2025 às 11:14 - Atualizado às 11:14
Starbucks e funcionária. Fotos: Reprodução / Arte: Portal de Prefeitura
A rede de cafeterias Starbucks foi condenada a pagar uma indenização de 50 milhões de dólares (equivalente a R$ 285 milhões, na cotação atual) a um entregador que sofreu queimaduras graves após um acidente com chá quente em um drive-thru na Califórnia, nos Estados Unidos. (Confira vídeo do ocorrido abaixo):
O caso ocorreu em fevereiro de 2020, quando Michael Garcia recebeu três bebidas quentes em um suporte de papelão que, segundo seus advogados, foi mal posicionado por um funcionário da loja. Ao pegar a bandeja, uma das bebidas teria se submetida, derramando-se sobre sua virilha e provocando queimaduras de terceiro grau no pênis, na virilha e nas coxas.
Conforme o escritório Trial Lawyers for Justice, responsável pela defesa de Garcia, o cliente passou por hospitalização e diversos enxertos de pele, convivendo, nos últimos cinco anos, com dor crônica, desfiguração, disfunções e impactos psicológicos decorrentes do acidente.
"Após uma hospitalização e vários enxertos de pele, Michael viveu por cinco anos com desfiguração, dor, disfunção e danos psicológicos causados pelas queimaduras", acrescentou.
Os advogados informaram que, antes do julgamento, a Starbucks negou a responsabilidade pelo ocorrido, embora tenha oferecido um acordo de 30 milhões de dólares (cerca de R$ 171 milhões). No entanto, a proposta foi recusada, principalmente porque a empresa não aceitou emitir um pedido público de desculpas nem adotar alterações nos procedimentos solicitados pela vítima.
Na última sexta-feira, 14 de março, um júri de Los Angeles fixou uma indenização em US$ 50 milhões. Segundo a defesa, com a inclusão de honorários e custos judiciais, o valor final a ser pago pela empresa pode ultrapassar os US$ 60 milhões.
"A Corporação Starbucks negou sua responsabilidade consistentemente por cinco anos, até o julgamento, e tentou evitar sua responsabilidade", declararam os advogados em um comunicado.
"O julgamento foi um exemplo perfeito de uma defesa frívola e de culpabilizar as vítimas."
Em nota, um porta-voz da Starbucks afirmou que a companhia pretende solicitar a decisão.
"Simpatizamos com o senhor Garcia, mas discordamos da decisão do júri de que este incidente seja nossa culpa e acreditamos que é excessiva", afirmou Jaci Anderson, diretora de comunicações corporativas, à AFP.
"Sempre fomos comprometidos com os mais elevados padrões de segurança em nossas lojas, incluindo o manuseio de bebidas quentes", concluiu.
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