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Motorista é demitida após reclamação de mau cheiro em ônibus e perde processo por discriminação na Inglaterra

O caso teve início depois que uma colega relatou um forte odor na cabine do veículo, que teria sido provocado por flatulência (pum).

Romildo Lacerda

15 de outubro de 2026 às 16:57   - Atualizado às 17:00

Stephanie Bryan trabalhava na empresa de ônibus elétricos The Big Lemon, localizada em Bristol.

Stephanie Bryan trabalhava na empresa de ônibus elétricos The Big Lemon, localizada em Bristol. Foto: Reprodução /Redes Sociais

Uma motorista de ônibus na Inglaterra acionou a Justiça após ser demitida durante o período de experiência.

O caso teve início depois que uma colega relatou um forte odor na cabine do veículo, que teria sido provocado por flatulência (pum).

A funcionária alegou ter sofrido discriminação e assédio relacionados a uma deficiência, mas o tribunal rejeitou as acusações, segundo informações do jornal britânico Daily Star.

Stephanie Bryan trabalhava na empresa de ônibus elétricos The Big Lemon, localizada em Bristol. O episódio foi relatado por Samantha Bingham, que assumiu a direção do veículo após o turno de Bryan.

Colega relatou cheiro forte no ônibus

Em depoimento apresentado ao tribunal, Bingham afirmou que o odor na cabine era tão intenso que chegou a suspeitar que a colega tivesse defecado no interior do ônibus.

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Segundo o relato, o cheiro persistiu mesmo depois que ela chegou em casa. A funcionária disse que precisou lavar o uniforme e tomar banho para tentar eliminar o odor.

Questionada sobre o ocorrido, Bryan respondeu: “Todo mundo precisa soltar um pum”.

A reclamação foi encaminhada à chefia da empresa, que passou a questionar a higiene pessoal da motorista durante a avaliação de seu período de experiência. Posteriormente, Bryan foi demitida e decidiu recorrer à Justiça.

Motorista alegou discriminação por condição de saúde

Ao contestar o desligamento, Bryan afirmou que o episódio estava relacionado a uma condição de saúde. Ela alegou ter sofrido discriminação e assédio por deficiência e mencionou um quadro de incontinência urinária.

No entanto, ao analisar o caso, o tribunal concluiu que o odor descrito era compatível com matéria fecal, possivelmente decorrente de uma flatulência intensa, e não estava relacionado à incontinência urinária.

A decisão também destacou que a empresa não havia sido informada de que a motorista tinha diagnósticos de depressão, transtorno de personalidade borderline e incontinência urinária. Dessa forma, a direção não tinha conhecimento dessas condições de saúde.

Justiça rejeitou acusações contra a empresa

O juiz Jonathan Walters concluiu que a principal razão para a demissão foram preocupações relacionadas à condução do veículo e o entendimento de que Bryan não havia sido aprovada no período de experiência.

De acordo com a decisão, o desligamento não ocorreu em razão do episódio envolvendo o mau cheiro. Com esse entendimento, as alegações de discriminação e assédio apresentadas pela motorista foram rejeitadas.

Procurada pelo Daily Star para comentar o caso, a The Big Lemon informou que não comenta situações individuais envolvendo funcionários. A empresa também agradeceu a Bingham pelo profissionalismo durante o processo e ao juiz pela condução do caso.

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