Nidal Malik Hasan será executado por fuzilamento em dezembro, no Texas; presidente dos EUA autorizou que familiares das vítimas acompanhem o procedimento presencialmente
Donald Trump anuncia guerra econômica contra o Irã durante pronunciamento Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 15 de outubro, que desistiu do plano de transmitir ao vivo a execução de Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército americano condenado à morte pelo assassinato de 13 pessoas em um ataque a tiros ocorrido em 2009, na base militar de Fort Hood, no Texas.
A decisão foi divulgada pelo republicano em sua conta na rede social Truth Social. Segundo Trump, a execução será realizada por fuzilamento, conforme previsto, mas não será transmitida ao público. O presidente também afirmou que familiares diretos das vítimas poderão acompanhar o procedimento presencialmente, caso desejem.
Inicialmente, Trump havia defendido a transmissão como uma forma de demonstrar ao mundo o tratamento dado pelos Estados Unidos a pessoas condenadas por atos terroristas.
Ao reconsiderar a proposta, reconheceu que parte da população poderia não querer assistir à morte de uma pessoa, mesmo diante da gravidade dos crimes pelos quais ela foi condenada.
A execução de Hasan está prevista para 3 de dezembro, na base militar de Fort Hood. O procedimento deverá ser realizado por um pelotão de soldados armados com fuzis. Caso ocorra conforme o cronograma anunciado, será a primeira execução de um militar americano por fuzilamento desde 1945.
Nidal Malik Hasan era major do Exército dos Estados Unidos quando realizou o ataque a tiros em 5 de novembro de 2009, na base de Fort Hood, no Texas. Na ocasião, 13 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas.
O episódio é considerado o ataque a tiros mais letal já registrado em uma base militar americana fora de uma situação de combate.
Hasan foi condenado à morte em 2013, após o processo judicial relacionado ao ataque. A sentença estabeleceu a pena capital pelo assassinato das 13 vítimas.
A base de Fort Hood, onde ocorreu o massacre, também foi indicada como o local previsto para a execução. A escolha mantém o procedimento ligado ao complexo militar em que os crimes foram cometidos.
A decisão de Trump de autorizar a execução e, posteriormente, descartar a transmissão ao vivo colocou novamente o caso em evidência. O anúncio também destacou a possibilidade de participação presencial dos familiares das vítimas, embora não tenha sido informado quantos pretendem comparecer.
O fuzilamento é um método de execução incomum no sistema penal americano. A previsão de sua utilização no caso de Hasan chama a atenção pelo histórico das execuções militares no país.
Segundo as informações divulgadas, a execução prevista para dezembro poderá ser a primeira de um militar americano por esse método desde 1945.
A decisão de não transmitir o procedimento ao vivo altera o plano inicialmente defendido pelo presidente, que havia apresentado a exibição como uma possível forma de dissuasão. Mesmo sem a transmissão, Trump manteve a previsão de que Hasan seja executado na data anunciada.
O caso reúne o histórico de um dos ataques mais letais já registrados em uma instalação militar dos Estados Unidos e uma decisão presidencial sobre a forma como a execução será realizada e acompanhada pelo público.
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O caso teve início depois que uma colega relatou um forte odor na cabine do veículo, que teria sido provocado por flatulência (pum).
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