Israel admite ter atirado em carro com criança palestina de 5 anos que inspirou filme indicado ao Oscar Foto: Reprodução
As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram oficialmente que seus militares abriram fogo contra o veículo que transportava a menina palestina Hind Rajab, de 5 anos, e sua família em janeiro de 2024, na Faixa de Gaza.
A admissão representa uma guinada em relação à postura inicial adotada pelas autoridades militares, que sustentavam anteriormente que as tropas não estavam presentes nas proximidades do automóvel nem ao alcance de tiro.
A revelação veio à tona após a conclusão de análises conduzidas pelo Mecanismo de Apuração de Fatos e Avaliação sobre ocorrências de grande repercussão no conflito.
Com o parecer, o governo israelense determinou a instauração de um inquérito criminal para apurar as responsabilidades pelas mortes de Hind e de outros 15 palestinos em Tel al-Sultan.
De acordo com o relatório militar, o ataque ocorreu quando o carro da família Hamada trafegava em sentido considerado oposto a uma rota de evacuação previamente divulgada aos moradores locais.
A ofensiva inicial resultou na morte imediata de cinco ocupantes, deixando apenas Hind e sua prima Layan isoladas no interior do veículo sob cerco.
O episódio ganhou forte comoção internacional devido às ligações telefônicas feitas pelas crianças para pedir socorro ao Crescente Vermelho Palestino. Uma ambulância enviada para realizar o resgate também acabou atingida por disparos na chegada ao local, matando os dois paramédicos a bordo.
A tragédia ganhou ainda mais visibilidade mundial ao inspirar o filme franco-tunisiano “A Voz de Hind Rajab”, dirigido por Kaouther Ben Hania. A obra, que recebeu grande destaque no Festival Internacional de Veneza e integrou a disputa pelo Oscar de Melhor Filme Internacional, utilizou gravações reais das ligações de emergência para documentar o desdobramento da ocorrência.
Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.
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