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Condenado à morte deixa prisão após 41 anos graças a exame de DNA

Douglas Carter reencontrou o filho e foi solto na segunda-feira (28); ele aguarda uma nova etapa na disputa judicial.

29 de setembro de 2026 às 14:51   - Atualizado às 15:02

Douglas Stewart Carter, hoje com 71 anos.

Douglas Stewart Carter, hoje com 71 anos. Foto: Reprodução

Aos 71 anos, Douglas Stewart Carter deixou uma prisão de Utah, nos Estados Unidos, na segunda-feira, 28 de setembro, depois de passar 41 anos sob custódia. Sua libertação foi autorizada após uma análise de DNA excluir a correspondência entre ele e vestígios recolhidos na cena de um assassinato de 1985.

Carter havia sido condenado à morte pelo assassinato de Eva Olesen, tia do então chefe de polícia de Provo. Ele sempre sustentou sua inocência. Apesar da saída da prisão, a acusação permanece, e ele deverá enfrentar um novo julgamento.

O que mostrou o exame

O resultado entregue à Justiça em 22 de setembro apontou que o sangue encontrado em uma maçaneta e o material genético recolhido no cabo de uma faca não correspondiam ao DNA de Carter.

O juiz Derek Pullan considerou que a descoberta enfraquecia a acusação, mas não encerrava o caso. A liberdade foi condicionada ao uso de monitoramento eletrônico e à proibição de contato com familiares da vítima.

A promotoria também desistiu de pedir novamente a pena de morte. Os promotores continuam avaliando as provas restantes, enquanto a defesa busca o encerramento definitivo do processo.

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Condenação foi questionada por irregularidades

A condenação original se apoiou em uma confissão que Carter afirma ter assinado sob pressão e nos relatos de duas testemunhas.

Anos depois, essas testemunhas denunciaram ameaças de deportação e disseram ter recebido dinheiro e presentes de policiais, com orientação para esconder os pagamentos.

Em 2025, a Suprema Corte de Utah determinou um novo julgamento ao identificar irregularidades intencionais na atuação de investigadores e da acusação. A decisão abriu caminho para a reavaliação das provas.

Reencontro e adaptação fora da prisão

Na saída, Carter encontrou o filho, Tyler Anger, e agradeceu aos advogados. Levava pertences pessoais e documentos acumulados durante a longa disputa judicial.

Seu advogado, Neal Hamilton, descreveu os desafios de reconstruir a rotina depois de décadas de encarceramento, incluindo a adaptação às transformações tecnológicas e a necessidade de apoio emocional.

Familiares de Eva Olesen se opuseram à libertação e continuam cobrando esclarecimentos sobre o assassinato. O novo julgamento está previsto para 2027.

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