Investigação apura o que aconteceu com Welmiton de Arimatéia Silva; Corregedoria também abriu procedimento sobre a conduta dos militares.
29 de setembro de 2026 às 11:55 - Atualizado às 12:24
Welmiton de Arimatéia Silva, de 39 anos. Foto: Reprodução
A investigação sobre o desaparecimento do motorista de aplicativo Welmiton de Arimatéia Silva, de 39 anos, levou à prisão temporária de dois policiais militares em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os mandados foram cumpridos no domingo, 27 de setembro, pela Delegacia de Homicídios do município.
Os suspeitos, de 40 e 43 anos, tiveram as identidades preservadas pelas autoridades. Eles foram encaminhados ao Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco (Creed). As ordens judiciais estabelecem prazo inicial de 30 dias para a prisão temporária.
Os mandados estão relacionados à investigação de homicídio. A Polícia Civil e a Secretaria de Defesa Social (SDS), porém, não esclareceram qual teria sido o envolvimento de cada militar.
Também não foi divulgada confirmação oficial sobre a localização do motorista. A apuração permanece em andamento, sem detalhamento público das circunstâncias investigadas.
Além da investigação criminal, a Corregedoria Geral da SDS instaurou um procedimento preliminar para reunir informações sobre possíveis irregularidades ético-disciplinares. Essa etapa poderá subsidiar a abertura de um processo administrativo.
Welmiton desapareceu em 22 de agosto, após sair para trabalhar durante a noite. Morador do bairro João Mota, ele utilizava um carro alugado para realizar as corridas.
O veículo foi encontrado incendiado em uma estrada de acesso ao Sítio Malhada das Caveiras, na zona rural de Caruaru, próximo ao anel viário. Desde os primeiros dias, familiares buscavam informações que ajudassem a localizar o motorista.
A esposa contou que acompanhava os deslocamentos do marido pela localização compartilhada em tempo real. Naquela noite, ele deixou de responder às mensagens e às ligações, o que provocou a preocupação da família.
A localização parou de atualizar na Rua Alferes Jorge, no bairro Indianópolis. Ao amanhecer, a mulher procurou o proprietário do automóvel. O rastreador instalado no veículo permitiu identificar onde ele estava.
A descoberta do carro destruído pelo fogo não esclareceu o paradeiro de Welmiton. Mais de um mês depois do desaparecimento, as prisões representam um novo desdobramento do caso, ainda sem divulgação dos elementos que fundamentaram a suspeita contra os policiais.
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Cada suspeito pagou uma fiança de R$ 5 mil, totalizando R$ 10 mil, e foi liberado para responder ao procedimento em liberdade.
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