As investigações começaram a partir da denúncia de uma vítima que procurou a polícia após receber uma abordagem de uma pessoa que se passou por um familiar para pedir dinheiro.
WhatsApp. Foto: Reprodução/Internet
A Polícia Civil de Pernambuco apresentou, na segunda-feira, 28 de setembro, detalhes da Operação Proteu, deflagrada para desarticular um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes por meio do WhatsApp.
As investigações apontam para uma associação voltada à prática de fraudes eletrônicas, incluindo o chamado “golpe do falso parente”, além de lavagem de dinheiro.
As investigações começaram em setembro de 2025, a partir da denúncia de uma vítima que procurou a polícia após receber uma abordagem de uma pessoa que se passou por um familiar para pedir dinheiro.
Até o momento, a operação resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão em cinco municípios. De acordo com a Polícia Civil, as prisões são temporárias e fazem parte do andamento das investigações.
O objetivo dos investigadores é aprofundar a coleta de provas, identificar outros envolvidos e esclarecer a extensão do esquema. Segundo a corporação, ainda existem mandados de prisão em aberto.
Segundo as investigações, os criminosos utilizavam o WhatsApp para entrar em contato com as vítimas e se apresentavam como familiares. Para tornar a abordagem mais convincente, utilizavam nomes e fotografias de parentes das pessoas escolhidas como alvo.
Depois de estabelecer o contato, os suspeitos apresentavam justificativas relacionadas a uma suposta situação de urgência. A partir disso, induziam as vítimas a realizar transferências bancárias ou pagamentos para contas indicadas pelos próprios criminosos.
A delegada Lígia Cardoso, adjunta da Delegacia de Repressão ao Estelionato, explicou que a investigação teve início após uma vítima procurar a polícia para relatar que havia sido enganada.
Segundo a delegada, a vítima recebeu uma mensagem de alguém que se apresentou como seu irmão e, acreditando que realmente conversava com o familiar, realizou as transferências solicitadas.
A partir da denúncia, os investigadores passaram a apurar a forma de atuação dos suspeitos e a movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes.
O esquema também envolvia o uso de contas bancárias de terceiros. Conforme explicou a Polícia Civil, algumas pessoas aceitavam receber os valores transferidos pelas vítimas em troca de quantias menores.
Posteriormente, os integrantes do grupo utilizavam outras contas para movimentar os valores recebidos. A dinâmica é investigada também sob a suspeita de lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil informou que as prisões realizadas durante a Operação Proteu têm caráter temporário e foram determinadas para auxiliar no avanço da investigação.
De acordo com Lígia Cardoso, os investigadores deverão realizar os procedimentos considerados necessários durante o período das prisões para reunir mais elementos e esclarecer os fatos.
“Nós vamos realizar os procedimentos que são cabíveis no prazo da prisão para poder robustecer as provas que nós temos e elucidar melhor os fatos”, explicou a delegada.
A investigação, no entanto, não deve ser encerrada com o cumprimento dos mandados já expedidos. Segundo a Polícia Civil, existem outros mandados de prisão em aberto e a expectativa é ampliar a apuração.
“Temos mandados de prisão em aberto e temos perspectiva de ampliar bastante essa investigação, tanto em relação a vítimas, quanto em relação a investigados”, afirmou Lígia Cardoso.
A corporação continua apurando a participação de outras pessoas no esquema, além de buscar identificar possíveis novas vítimas e esclarecer a movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes.
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