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Operação mira policiais penais e detentos suspeitos de esquema em presídios de PE

Investigação iniciada há quase quatro anos identificou movimentações financeiras e empresas que teriam sido usadas para esconder recursos.

25 de agosto de 2026 às 09:41   - Atualizado às 10:33

Os alvos são policiais penais, detentos e outros suspeitos dentro do sistema prisional.

Os alvos são policiais penais, detentos e outros suspeitos dentro do sistema prisional. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) cumpriu seis mandados de prisão e 14 de busca e apreensão nesta terça-feira, 25 de agosto. Os alvos são policiais penais, detentos e outros suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção dentro do sistema prisional.

Batizada de Controle Paralelo, a ofensiva também incluiu ordens judiciais para bloquear ativos financeiros e sequestrar bens dos investigados. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Vitória de Santo Antão.

A Polícia Civil não divulgou os nomes dos alvos, as unidades prisionais relacionadas à investigação nem o valor dos bens bloqueados. As pessoas investigadas ainda poderão apresentar suas defesas durante o andamento do processo.

Presos controlavam pavilhões, diz investigação

As apurações começaram em outubro de 2022 e apontaram que determinados presos recebiam vantagens para controlar e administrar pavilhões. Eles seriam conhecidos dentro das unidades como “chaveiros”.

Segundo os investigadores, esses detentos teriam recebido poder para interferir na rotina dos pavilhões e conceder benefícios irregulares a outros internos. Em troca, pagamentos seriam realizados por meio de terceiros.

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Parte dos valores também teria sido encaminhada para contas bancárias pertencentes a familiares de presos. A polícia apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O inquérito indica que a estrutura investigada não estaria limitada aos detentos e aos policiais penais que atuavam diretamente nas unidades. Há suspeitas de que pessoas ligadas à direção do sistema prisional também participassem das irregularidades.

Empresas teriam ocultado dinheiro

Outro núcleo da investigação acompanha a movimentação dos recursos supostamente obtidos pelo grupo. Empresas ligadas à criação de camarões e à comercialização de pescados teriam sido utilizadas para receber ou esconder o dinheiro.

A Operação Controle Paralelo é coordenada pelo Grupo de Operações Especiais, vinculado ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado.

A ação contou com apoio de unidades de inteligência, combate à lavagem de dinheiro e operações especiais, além da Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, da Polícia Civil de Alagoas e de outros órgãos. Esta foi a 64ª operação de repressão qualificada deflagrada pela Polícia Civil pernambucana em 2026.

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