A revelação ocorre em um momento de forte deterioração das relações entre Washington e Teerã, marcado por recentes confrontos militares, troca de ameaças e aumento da tensão diplomática entre os dois países
Presidente Trump em coletiva de imprensa. Foto: Reprodução.
Israel repassou ao governo dos Estados Unidos informações de inteligência que indicariam a existência de um novo plano do Irã para assassinar o presidente americano, Donald Trump. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal, que citou fontes com conhecimento do assunto, mas não revelou detalhes sobre a suposta conspiração nem sobre quem estaria envolvido na operação.
A revelação ocorre em um momento de forte deterioração das relações entre Washington e Teerã, marcado por recentes confrontos militares, troca de ameaças e aumento da tensão diplomática entre os dois países.
Na última quarta-feira, 8 de julho, durante participação na Cúpula da Otan, realizada em Ancara, na Turquia, Trump afirmou que continua sendo alvo de ameaças vindas do Irã. Segundo o presidente americano, há pessoas no país persa interessadas em atentar contra sua vida.
O republicano voltou a relacionar essas ameaças à operação militar autorizada por ele em 2020, que resultou na morte do general iraniano Qasem Soleimani. O comandante da Guarda Revolucionária foi morto em um ataque com drone dos Estados Unidos nas proximidades do aeroporto de Bagdá, no Iraque, episódio que agravou significativamente as tensões entre os dois países.
As suspeitas sobre possíveis planos contra Trump não são inéditas. Autoridades americanas já haviam associado ameaças iranianas ao assassinato de Soleimani. Em 2024, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou um cidadão paquistanês de tentar recrutar pessoas para executar um atentado contra o então candidato republicano. Na ocasião, o governo iraniano rejeitou as acusações e negou qualquer participação no caso.
O novo alerta divulgado pela imprensa americana surge em meio a uma nova fase de confrontos entre Washington e Teerã. Recentemente, os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos após acusarem o país de colocar em risco a navegação comercial no Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã promoveu ataques contra instalações militares americanas na região.
O cenário também foi agravado após Trump declarar encerrada a trégua estabelecida poucas semanas antes por meio de um acordo de entendimento entre as partes.
Apesar da repercussão da reportagem, nem a Casa Branca nem o governo iraniano confirmaram oficialmente as informações divulgadas pelo jornal americano sobre o suposto plano de assassinato. Até o momento, os detalhes da inteligência compartilhada por Israel permanecem sob sigilo.
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