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Coreia do Norte confirma política de "honra ou morte" para tropas enviadas à guerra na Ucrânia

O líder Kim Jong-un, admitiu publicamente que as tropas do país enviadas à Rússia têm ordens para tirar a própria vida caso enfrentem o risco de captura por forças ucranianas.

Cami Cardoso

07 de maio de 2026 às 11:17   - Atualizado às 11:36

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte Foto: KCNA

Em uma declaração inédita que confirma relatórios de inteligência ocidentais, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, admitiu publicamente que as tropas do país enviadas à Rússia têm ordens para tirar a própria vida caso enfrentem o risco de captura por forças ucranianas.

A fala ocorreu durante a inauguração de um memorial em Pyongyang, nesta semana, dedicado aos militares mortos na guerra contra a Ucrânia.

Segundo informações das agências KCNA, Bloomberg e Reuters, Kim elogiou os combatentes que optaram pelo suicídio no campo de batalha, descrevendo o ato como uma forma de preservar a "honra nacional" e evitar que se tornassem prisioneiros de guerra.

Esta é a primeira vez que o regime norte-coreano valida oficialmente essa diretriz militar, que já havia sido denunciada por desertores e prisioneiros capturados na região de Kursk.

O balanço do conflito e a aliança com Moscou

O envio de tropas é resultado de um pacto de defesa mútua firmado em 2024 entre Kim Jong-un e o presidente russo, Vladimir Putin. Em troca de apoio econômico e transferência de tecnologia, a Coreia do Norte tornou-se um pilar militar para o Kremlin na invasão ao território ucraniano.

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Os números da participação norte-coreana no conflito impressionam:

  • Contingente enviado: Estimativas ocidentais apontam para cerca de 14 mil soldados mobilizados para o front.

  • Baixas estimadas: Relatórios de inteligência da Coreia do Sul e da Ucrânia indicam que mais de 6 mil militares de Pyongyang já perderam a vida em combate.

Evidências no campo de batalha

A política de suicídio forçado já vinha sendo monitorada por Kiev. De acordo com a Reuters, evidências colhidas no front,  incluindo depoimentos de soldados capturados e documentos de inteligência, sugerem que o treinamento dos militares norte-coreanos foca intensamente na doutrinação para o autoextermínio em situações de cerco.

O reconhecimento de Kim Jong-un reforça a imagem de um regime que prioriza a manutenção de segredos de Estado e a ideologia nacionalista em detrimento da integridade de seus soldados, agora envolvidos diretamente no maior conflito em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

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