Pernambuco, 14 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Kim Jong-un diz que EUA e Coreia do Sul querem provocar guerra

A declaração ocorreu após militares da Coreia do Sul de dispararem tiros na região de fronteira entre os dois países na terça-feira, 19 de agosto.

Cami Cardoso

23 de agosto de 2025 às 08:30   - Atualizado às 09:03

Kim Jong-un diz que EUA e Coreia do Sul querem provocar guerra

Kim Jong-un diz que EUA e Coreia do Sul querem provocar guerra Foto: KCNA

A Coreia Popular acusou militares da Coreia do Sul de dispararem tiros na região de fronteira entre os dois países na terça-feira, 19 de agosto. Dois dias depois, a mídia estatal KCNA classificou o ocorrido como uma “provocação deliberada”.

Em declaração à emissora, o vice-chefe do Estado-Maior do Exército afirmou que a Coreia Popular não assumirá responsabilidade pelas possíveis consequências caso o alerta feito na área de fronteira seja ignorado.

Esse não foi o único atrito entre os países nesta semana. Na segunda-feira (18), o líder Kim Jong-un acusou os Estados Unidos e a Coreia do Sul de tentarem provocar uma guerra contra a Coreia Popular. Segundo a KCNA, Kim classificou os exercícios militares conjuntos como “a expressão mais óbvia da sua intenção de provocar guerra”.

 Tensão após ameaças dos EUA à Venezuela

As ameaças dos Estados Unidos de que poderiam usar militares contra a Venezuela trouxeram tensões adicionais ao continente latino-americano e caribenho devido ao risco de uma intervenção direta de uma potência estrangeira no continente, o que não ocorre desde a invasão do Panamá pelos EUA, em 1989.

A possibilidade de intervenção foi criticada por representantes dos governos do México, da Colômbia e do Brasil. O presidente Nicolás Maduro afirmou que a Venezuela tem condições de se defender e destacou que uma intervenção no país teria repercussões continentais.

Veja Também

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, embaixador Celso Amorim, disse em comissão da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 20 de agosto que vê com preocupação o deslocamento de barcos norte-americanos para a costa venezuelana.

“A não intervenção é fundamental, um princípio basilar da política externa brasileira. Uma coisa histórica. Até durante o período de governo militar, o Brasil nunca aceitou a ideia de intervenções externas. E nos preocupa muito a presença de barcos de guerra muito próximos à costa venezuelana, sobretudo com [as recentes] declarações”, disse, ponderando que o crime organizado deve sim ser combatido, “mas com a cooperação dos países, e não com intervenções unilaterais”.

Nos últimos dias, agências internacionais como a Reuters e a CNN informaram, com base em fontes não identificadas do Pentágono, que a Casa Branca enviaria 4 mil militares em três porta-aviões de guerra para a costa venezuelana sob o argumento de combater o narcotráfico. 

“Uma das autoridades enfatizou que o aumento de tropas é, por enquanto, principalmente uma demonstração de força, visando mais enviar uma mensagem do que indicar qualquer intenção de realizar ataques precisos contra cartéis. Mas também oferece aos comandantes militares dos EUA - e ao presidente - uma ampla gama de opções caso Trump ordene uma ação militar”, informou a CNN dos Estados Unidos

O historiador e pesquisador de conflitos armados e de geopolítica delegado Rodolfo Queiroz Laterza teme que uma ação pontual dos EUA contra a Venezuela possa prejudicar a estabilidade política de toda América Latina e Caribe.   

“Para piorar, temos no continente, principalmente no Brasil, uma forte polarização política, que acaba sendo instrumentalizada para fins geopolíticos, na qual um segmento vai aplaudir essa pressão sobre a Venezuela e o outro segmento vai condenar. E isso é um caldo de cultura perfeito para que haja justamente um cenário de instabilidade geopolítica”, avaliou o especialista.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

22:52, 14 Abr

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Deputado Fernando Rodolfo e Edinazio Silva.
Articulação

Edinazio Silva e Fernando Rodolfo comentam formação de chapa pela federação Solidariedade-PRD

Recém-empossado presidente estadual do Solidariedade, Edinazio comparou as negociações com o futebol, como a busca por "bons jogadores" (candidatos). 

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão. 
Legalidade

Gilmar Mendes critica CPI do Crime Organizado e chama relatório de "verdadeira cortina de fumaça"

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão. 

Lula e o papa Leão XIV.
Crise

Lula critica Trump e reforça apoio ao papa Leão XIV: "não precisava ficar ameaçando o mundo"

O presidente do Brasil ainda afirmou que a guerra dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, contra o Irã é inconsequente.

mais notícias

+

Newsletter