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Argentina restringe imigração de venezuelanos ligados a Maduro após prisão do ditador

Após o ataque dos EUA à Venezuela, Javier Milei, em comunicado oficial, disse celebrar "a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América".

Ricardo Lélis

03 de janeiro de 2026 às 18:40   - Atualizado às 18:40

Javier Milei e Nicolás Maduro.

Javier Milei e Nicolás Maduro. (Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil e Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério de Segurança Nacional da Argentina informou em nota, neste sábado, 3 de dezembro, que o país passou a adotar novas medidas de imigração. Funcionários, membros das forças armadas e empresários associados ao regime de Nicolás Maduro passam a ter a entrada no país restrita.

De acordo com o comunicado, as novas disposições estabelecem restrições a associados ao regime a fim de "impedi-los de usar a Argentina como refúgio". "A Argentina não concederá asilo a colaboradores do regime de Maduro", acrescenta o texto.

Após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, o presidente da Argentina, Javier Milei, em comunicado oficial, disse celebrar “a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América”.

Ele classificou o papel da Venezuela no continente como “inimigo da liberdade” e fez uma comparação com Cuba dos anos 1960.

Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um bloqueio econômico ao governo cubano com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. O embargo a Cuba é condenado pela maioria dos países. Eles consideram uma violação ao direito internacional.

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Entenda

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste fim de semana marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina.

A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem Maduro à prisão.

Agência Brasil

Milei celebra prisão de Maduro

O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou com entusiasmo a prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por uma operação militar dos Estados Unidos neste sábado, dia 3.

"A liberdade avança, viva a liberdade" "La libertad avanza, Viva la libertad carajo", declarou Milei, em postagem numa rede social, na qual compartilhou a notícia sobre a prisão.

O presidente da Argentina é um dos maiores críticos ao regime de Maduro na América Latina.

Ao discursar na sessão plenária da 67ª Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), em dezembro, Milei saudou a pressão dos Estados Unidos para "libertar o povo da Venezuela", conforme suas palavras.

Na ocasião, ele disse que a Venezuela estava "padecendo de uma crise política, humanitária e social devastadora". Além disso, o argentino ainda fez uma saudação ao "reconhecimento internacional à coragem de María Corina Machado", que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2025.

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