MST invade sede do Incra no Recife. Arte: Portal de Prefeitura
Com o lema “Para o Brasil alimentar, Reforma agrária já”, hoje o mais de 1.000 famílias agricultoras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a sede do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para cobrar o avanço nas políticas de Reforma Agrária.
A ocupação faz parte de uma agenda nacional do MST na Semana Camponesa, realizada em homenagem ao Dia do Trabalhador Rural, que acontece no próximo dia 25 de julho.
A ocupação vem como cobrança para o governo federal, como destaca Fernando Lourenço, da direção nacional do MST.
“Nós só sairemos daqui se tivermos respostas. Chega de brincar de Reforma Agrária! Estamos com o presidente Lula, mas queremos que ele assuma o compromisso que ele fez com o povo sem terra!”, afirmou.
Em Pernambuco, o MST reivindica a desapropriação para o assentamento de 16.000 famílias acampadas, políticas de crédito e infraestrutura, políticas de educação do campo, regularização de conflitos agrários e redistribuição de recursos do Plano Safra.
Essa pauta está será debatida em reuniões com Cleodon Ricardo, Presidente do Iterpe (Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco), Givaldo Cavalcante, superintendente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Pernambuco e Caetano de Carli, superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Desde 2023, o presidente Lula assentou apenas 3.353 famílias acampadas, mas ainda faltam 65.000. Para pressionar o governo, o movimento tem realizado ocupações em diversos estados do Brasil, entre eles estão Fortaleza (CE), Salvador (BA), Maceió (AL), Belém (PA), entre outros.
A nível nacional, a jornada reivindica quatro eixos centrais: a democratização da terra e criação de novos assentamentos; a garantia de teto e crédito através da liberação de políticas públicas que garantam a produção de alimentos e desenvolvimento dos assentamentos; a ampliação de políticas voltadas para a educação do campo e o reconhecimento da Reforma Agrária como política fundamental em defesa da soberania nacional.
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