Imagem do militante e momento do atropelamento. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
Depois de 38 dias, Gideone Sinfrônio de Menezes Filho, que foi atropelado por um homem que furou o bloqueio da Marcha em Defesa da Reforma Agrária no Recife, veio a óbito nesta sexta-feira, 23 de maio. O idoso de 67 anos, que era militante do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), estava internado no Hospital da Restauração, e mesmo após procedimentos cirúrgicos, entubação e internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não resistiu às consequências do atropelamento. (veja vídeo abaixo)
A deputada estadual Rosa Amorim (PT), que vinha acompanhando o estado de saúde do militante, desde a marcha, lamenta o ocorrido.
"Estamos devastados com a notícia da morte do nosso companheiro Gideone. Nós estávamos prestes a comemorar a sua recuperação, a sua alta do Hospital da Restauração, depois dessa cena de ódio e de violência que a gente presenciou durante a marcha do MST. Gideone não foi morto, Gideone foi assassinado. Assassinado por alguém que opera contra a luta daqueles que querem uma vida melhor”, afirma a parlamentar.
Nas imagens que mostram o atropelamento de Gideone, fica evidente a arbitrariedade do acusado, que avança com um Ecosport branco para cima dos militantes do MST e atropela Gideone, fugindo sem prestar socorro. O acusado teve sua prisão efetuada em 22 de abril e, antes do óbito, respondia por omissão de socorro e tentativa de homicídio, mas terá sua acusação atualizada diante do óbito da vítima.
Gideone Menezes era do Acampamento Barreirinha, em Goiana. O acampado tinha 67 anos e já utilizava a área do acampamento para produzir alimentos junto com os companheiros e companheiras do MST. Um dos seus últimos registros em vida foi durante a concentração da marcha, onde dançava e agitava os militantes com a bandeira do MST. Ele deixa dois filhos, parentes e amigos que sentirão sua falta no seio familiar e nas lutas do MST.
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