Pernambuco, 25 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Gleisi Hoffmann sobre taxar LCA e LCI: "Não pode pagar um pouco de imposto?"

A ministra Gleisi definiu as medidas como "estruturantes", porque "elas atacam privilégios tributários".

Fernanda Diniz

16 de junho de 2025 às 13:39   - Atualizado às 14:12

Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, questionou por que alguns setores “não podem pagar um pouco de imposto” e classificou as reclamações como “injustas”. A fala aconteceu em entrevista ao Valor Econômico.

A petista se referia às manifestações de insatisfação provocadas pela proposta de taxação das LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letras de Crédito Imobiliário), medida pensada como compensação à redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Gleisi minimizou as críticas, chamando-as de “gritaria”.

"Não compreendo a gritaria sobre isso. Nós estamos falando de cobrar imposto de rentista. Hoje nós temos, entre esses fundos, R$ 1,7 trilhão [em benefícios]. Por que não pode pagar um pouco de imposto? Não é o agricultor que vai pagar imposto. Aliás, essas letras são interessantes. Porque o que elas captam, 50% vão para financiar a atividade produtiva e 50% ficam na instituição financeira. O rentista ganha dos dois e não paga nada. O trabalhador médio, uma empregada, uma professora, pode pagar até 27,5% de Imposto de Renda. Então, é uma gritaria muito injusta", disse a ministra.

A Gleisi definiu as medidas como “estruturantes”, porque “elas atacam privilégios tributários”.

"São medidas para que setores que não pagam nenhum tipo de imposto ou pagam pouco passem a pagar mais. E são setores com muito dinheiro. Combater privilégios, para mim, é estruturante, porque isso drena os recursos do Orçamento, além de ser uma injustiça do ponto de vista social e econômico", continuou.

Veja Também

A ministra ainda afirmou que o governo fará um contingenciamento cortando emendas parlamentares, caso o Congresso decida derrubar as medidas tributárias tomadas pelo governo 

"Nós estamos acreditando que as medidas que estamos enviando sejam aprovadas, se não integralmente como estão, em sua maioria. Mas sempre caberá ao Congresso 25% do contingenciamento, porque as emendas parlamentares são parte dos recursos discricionários. Eles [congressistas] já estão impactados com o corte que foi feito. O Congresso aprovou essas regras, então bate aqui e bate lá – assinalou.

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

08:39, 25 Out

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Nova fase do Desenrola abrange bancos
Renegociação

Governo convoca bancos para terceira fase do Desenrola

A terceira versão do programa prevê a compra de dívidas pelo governo federal.

Governo federal reforça combate a incêndios florestais no Pará com 13 aeronaves.
Fogo

Governo federal reforça combate a incêndios florestais no Pará com 13 aeronaves

Operação reúne 522 brigadistas e 41 veículos terrestres. O estado registra 321 eventos de fogo ativos em 76 municípios, segundo dados apresentados pelo governo.

Lula entrega PEC para Tarifa Zero no Transporte aos fins de semana.
Iniciativa

Lula envia ao Congresso PEC sobre tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana

A medida busca reduzir o impacto do custo das passagens no orçamento da população e facilitar o acesso ao trabalho, aos serviços públicos, à cultura e às atividades de lazer.

mais notícias

+

Newsletter