Deputada Gleisi Hoffmann e presidente Lula. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, avalia que as crises do Pix e a fraude do INSS prejudicaram o esforço de recuperação da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ofuscando as medidas positivas do governo petista.
A ministra reconheceu, em entrevista à Folha de S.Paulo, que parte dos partidos que hoje integram a base de apoio ao governo estará em campo adversário nas eleições de 2026.
Para Gleisi, o patamar de aprovação de 40% de Lula ainda é uma condição suficiente para reversão do quadro negativo.
"Tenho certeza que o governo vai melhorar. É mostrando o que está acontecendo para a população, os feitos do governo. Temos tempo para isso", afirmou a ministra na entrevista, ressaltando que Lula vai viajar mais pelo Brasil para conversar com a população
Para a ministra, a baixa popularidade do governo não é só um problema de comunicação.
"Acho que tem problemas e tem que melhorar", disse ela.
Gleisi citou o peso das crises do Pix e do INSS e ressaltou ainda o papel da oposição ao governo.
"Não tínhamos essa oposição militante, que é a da extrema direita, uma oposição de rua, de rede, de Congresso e que disputa o tempo inteiro."
Sobre o INSS, a ministra disse na entrevista que o governo está "tomando todas as medidas e não restam dúvidas de que esse esquema foi montado no governo passado".
Ela afirmou que a CPMI do INSS é "uma realidade", mas que o governo não tem "medo nem problema" com a CPMI.
Gleisi defendeu que é preciso ter base forte no Congresso em 2026. Perguntada se vai concorrer, afirmou que ainda não conversou com Lula a respeito. "Acho que eu teria que fazê-lo para ajudar a chapa e ajudar a bancada."
Estadão Conteúdo
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Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.
Entre os entrevistados, 5% disseram estar indecisos, enquanto 11% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar.
O presidente destacou que o aluno que quiser se preparar militarmente deve estudar a mesma coisa que todos os brasileiros estudam.
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