A postagem de Gleisi é uma resposta a uma publicação feita pelo ex-presidente nas redes sociais, onde ele critica as decisões do presidente Lula e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Ministra Gleisi Hoffmann e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Montagem Portal/Divulgação
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está "acuado pelas gravíssimas acusações que terá que responder em ação penal" e que por isso "tenta manipular os estatutos diplomáticos do asilo e da reciprocidade que o Itamaraty e o STF aplicam em casos concretos".
Segundo a petista, Bolsonaro "rebaixou o Brasil ao isolamento e ao descrédito nas relações internacionais e não tem sequer um traço de autoridade para ofender o governo do presidente Lula e o Judiciário como vem fazendo. Foram as ações para destruir nossa política externa soberana, suas ofensas a governantes e países com os quais temos relações históricas, a apropriação pessoal para venda de presentes que recebeu como chefe de estado de um país que desonrou".
A postagem de Gleisi é uma resposta a uma publicação feita pelo ex-presidente nas redes sociais, onde ele critica as decisões do presidente Lula e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Na ocasião, Bolsonaro disse que "a imagem do Brasil no exterior está sendo dilacerada por quem deveria defendê-la". O ex-presidente criticou o asilo dado à ex-primeira dama do Peru, Nadine Heredia.
"Corruptos condenados por lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos passaram a ser recebidos como 'perseguidos políticos', transportados pela Força Aérea Brasileira e acolhidos com honrarias por um governo que distorce o instituto do asilo para se solidarizar com quem rouba do próprio povo", escreveu.
Jair Bolsonaro também comentou sobre a decisão de Moraes de negar a extradição de um homem búgaro que teria cometido crimes na Espanha em 2022.
"Traficantes internacionais são mandados para a casa numa confusão vergonhosa que instrumentaliza a justiça para fazer 'retaliação diplomática' contra a Espanha, país que, assim como os Estados Unidos e a Argentina, já reconhece a motivação política por trás de decisões proferidas no âmbito dos inquéritos intermináveis de Alexandre de Moraes e enxerga a criminalização absurda da opinião em nosso território".
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