Lula, depois de jantar no Palácio do Governo do Peru com a então primeira-dama Nadine Heredia e o então presidente peruano Ollanta Humala | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru e esposa do ex-presidente Ollanta Humala, buscou refúgio na Embaixada do Brasil em Lima após ser condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. A sentença, proferida nesta segunda-feira (15), acusa o casal de ter recebido cerca de US$ 3 milhões em contribuições ilícitas da construtora brasileira Odebrecht e do governo da Venezuela para financiar as campanhas eleitorais de Humala, em 2006 e 2011.
Diante da condenação, Heredia solicitou asilo diplomático ao governo brasileiro, com base na Convenção sobre Asilo Diplomático de 1954, da qual tanto Brasil quanto Peru são signatários. O pedido foi aceito, e o governo peruano se comprometeu a garantir uma saída segura para Nadine e seu filho rumo ao território brasileiro.
Enquanto Heredia aguarda os trâmites para deixar o país, o ex-presidente Ollanta Humala foi preso imediatamente e transferido para o presídio de Barbadillo, onde já estão detidos outros ex-mandatários peruanos envolvidos em escândalos de corrupção.
O caso reacende o debate sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato na América Latina, especialmente em países como o Peru, onde vários líderes políticos foram citados em esquemas de financiamento ilegal de campanha e corrupção envolvendo a Odebrecht.
Nadine Heredia, que também teve papel de destaque na política peruana enquanto primeira-dama, nega as acusações e alega perseguição política. O episódio provoca tensão diplomática e política, reacendendo discussões sobre o uso de embaixadas como espaço de proteção para ex-dirigentes e familiares envolvidos em investigações criminais.
Com a concessão de asilo, o Brasil passa a desempenhar um papel central no desenrolar da crise política envolvendo o ex-casal presidencial peruano.
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