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Medalhista olímpica pede que COI proíba atletas trans de competir nos Jogos de Los Angeles 2026

A medalhista olímpica acredita que a proibição garante a isonomia nas modalidades femininas dos esportes olímpicos.

Cami Cardoso

17 de novembro de 2025 às 17:44   - Atualizado às 18:29

Medalhista olímpica pede que COI proíba atletas trans de competir nos Jogos de Los Angeles 2026

Medalhista olímpica pede que COI proíba atletas trans de competir nos Jogos de Los Angeles 2026 Foto: Reprodução / Instagam

MyKayla Skinner, medalhista olímpica dos Estados Unidos, falou abertamente sobre apoiar a proibição da presença de atletas transgêneros nos Jogos Olímpicos de Las Vegas. A ginasta afirmou que a participação de pessoas trans em competições esportivas é uma “insanidade”.

O debate ganhou força após rumores de que o Comitê Olímpico Internacional (COI) estaria estudando proibir a participação de atletas trans nos próximos Jogos, que vão acontecer em Los Angeles, nos Estados Unidos. MyKayla conquistou a medalha de prata no salto nas Olimpíadas de Tóquio 2020.

“O recente anúncio do COI me dá esperança de que uma mudança significativa seja possível. Agora, cabe a todos nós, a maioria silenciosa das atletas, a equipe dos EUA e aquelas que ainda treinam em nível de elite, nos manifestarmos e exigirmos que o Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA (USOPC) implemente políticas que protejam a justiça e a segurança em todos os esportes femininos”, declarou.

A medalhista olímpica acredita que a proibição garante a isonomia nas modalidades femininas dos esportes olímpicos.

“Quero ser uma voz para as atletas de elite, compartilhar uma mensagem de força, coragem e esperança para a próxima geração de meninas e defender o futuro delas”. 

Mulheres trans são excluídas do esporte feminino olímpico nos EUA

Em uma medida que reacende o caloroso debate sobre inclusão e justiça nos esportes, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) implementou uma nova política que, na prática, proíbe que mulheres trans compitam em eventos femininos. A mudança acontece em alinhamento com uma ordem executiva assinada em fevereiro de 2025 pelo presidente Donald Trump, intitulada "Keeping Men Out of Women’s Sports".

A modificação, feita discretamente no documento “Athlete Safety Policy”, não mencionou explicitamente "transgênero", mas reforça que o USOPC, como uma entidade com chancela federal, tem a obrigação de cumprir expectativas governamentais.

Impacto imediato nas federações esportivas

O USOPC comunicou federações nacionais esportivas, como natação, atletismo e esgrima, para que revissem suas regras de elegibilidade. A meta: garantir que ambientes de competição sejam "justos e seguros para mulheres" conforme os novos parâmetros federais.

Em resposta, algumas entidades já ajustaram suas políticas. A USA Fencing, por exemplo, anunciou que, a partir de 1º de agosto, apenas atletas de "sexo feminino" poderiam disputar em categorias femininas, enquanto os torneios masculinos seriam abertos a todos os demais grupos, incluindo mulheres trans, homens trans, não-binarie e intersex.

Repercussões e controvérsias

Organizações de defesa dos direitos civis reagiram rapidamente. A presidente do National Women's Law Center declarou que o USOPC está cedendo à pressão política em detrimento da segurança e necessidades dos próprios atletas, acusando a decisão de sacrificar direitos individuais pela conveniência política.

Além disso, a mudança na política esportiva dos EUA entra em choque com abordagens internacionais. Enquanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) permite que federações esportivas definam seus próprios critérios, muitas com base em evidências médicas e científicas, a decisão norte-americana segue uma agenda política centralizada e uniforme.

Contexto mais amplo e próximos passos

Essa decisão acompanha uma série de iniciativas federais com direcionamento ideológico contra a presença trans em instituições públicas. Desde 2025, atos executivos vêm revisando políticas relacionadas a esportes, documentos civis e direitos de pessoas trans.

Com os Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles programados para 2028, essa política pode afetar a seleção e preparação de atletas trans nos EUA, além de provocar tensões com entidades esportivas internacionais que ainda mantêm critérios inclusivos, baseados em padrões fisiológicos e regulamentação técnica rigorosa

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