Trump e Maduro Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O renomado jornalista argentino Alfredo Leuco chocou a audiência ao afirmar, durante seu programa El Editorial, que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, teria recebido uma “licença para matar Maduro” — numa referência à autorização da inteligência norte-americana para eliminar Nicolás Maduro. Ele declarou: “Sí, así como lo escuchan: Trump tiene licencia para matar a Maduro. Ya lo puso en la mira. Esto surge de un informe clasificado de inteligencia…”.
Leuco foi além e colocou o líder venezuelano no mesmo nível de os “inimigos históricos” do Ocidente, como Osama bin Laden e Pablo Escobar, alegando que um documento sigiloso identifica Maduro como peça central em redes de narcotráfico e com vínculos com grupos terroristas — o que justificaria uma licença para matar Maduro.
Até o momento, não há confirmação oficial dos EUA sobre tal autorização. O que se sabe, através de fontes confiáveis como o Financial Times, é que o Departamento de Justiça elevou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões — a maior já oferecida pela inteligência americana na história recente. Esse valor reforça o caráter simbólico e urgente da ofensiva contra ele, mas não representa uma licença para matar Maduro conforme alegado por Leuco.
Fontes mais robustas indicam que houve, de fato, operações como o programa sigiloso da DEA nomeado Money Badger, que mirou altos funcionários venezuelanos — inclusive Maduro — com intenção de investigar ligações com narcotráfico. Embora isso evidencie considerável interesse americano em neutralizar membros do alto escalão, não há indício de autorização para mortes ou eliminação física.
No lado venezuelano, o governo reagiu classificando a recompensa e declarações como “terrorismo de Estado”, enquanto decretava alerta permanente para suas Forças Armadas, revindicando soberania e denunciando pressão imperial. O episódio reforça as tensões entre Caracas e Washington.
A forte alegação de Leuco voltou à tona a discussão sobre até que ponto os métodos dos Estados Unidos podem ir ao lidar com regimes considerados hostis — seja por licença para matar Maduro ou ações encobertas. O contexto permanece tenso e carregado de retórica política, enquanto faltam evidências concretas sobre essa suposta autorização extrema.
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