Filipe Luis diz que episódio de racismo contra Vini Jr foi "caso isolado" e elogia Argentina Foto: Divulgação / Maracanã e Reprodução / TNT Sports
As declarações de Filipe Luís após a derrota do Flamengo para o Lanús, pela Recopa Sul-Americana, ampliaram a repercussão do caso de racismo denunciado por Vinicius Júnior. O treinador afirmou que o episódio envolvendo o argentino Gianluca Prestianni não altera sua percepção sobre a Argentina.
“A Argentina me encanta. Sou muito feliz aqui, muito bem recebido. Só tenho boas palavras para a Argentina. Um caso isolado como esse não influencia em nada do que penso sobre este país”, declarou, ao ser questionado por um repórter argentino.
Horas antes, em entrevista à ESPN argentina, Filipe já havia tratado o caso como “palavra de um contra o outro”. Segundo ele, se a ofensa for comprovada, o responsável deve ser punido, mas ressaltou que não cabe a ele julgar.
O episódio citado pelo treinador ocorreu durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica pela Liga dos Campeões da UEFA, no Estádio da Luz, em Lisboa. Após marcar um gol, Vinicius Júnior denunciou ter sido chamado de “macaco” por Prestianni. O árbitro francês François Letexier acionou o protocolo antirracismo da Uefa, e a partida ficou paralisada por cerca de dez minutos.
A fala de Filipe Luís gerou críticas de torcedores nas redes sociais, que consideraram inadequado classificar o caso como isolado diante do histórico de episódios semelhantes no futebol europeu.
O técnico do Bayern de Munique, Vincent Kompany, também comentou o caso e saiu em defesa de Vinicius Júnior. Para o treinador belga, a reação do atacante brasileiro foi legítima.
“Quando você analisa a jogada e como o Vini reagiu, essa reação não pode ser fingida. Dá para ver que foi emocional”, afirmou.
Kompany ainda criticou duramente as declarações de José Mourinho, que questionou a comemoração de Vini e citou Eusébio, maior ídolo da história do Benfica, ao rebater as acusações de racismo.
“Foi um erro enorme em termos de liderança. Usar o nome de Eusébio hoje para discutir com o Vini não faz sentido”, disse o treinador do Bayern.
Ex-jogador com carreira consolidada na Europa, Kompany é um dos poucos técnicos negros na elite do futebol do continente e já relatou ter sido vítima de racismo quando comandava o Anderlecht, na Bélgica.
O caso envolvendo Vinicius Júnior reacende o debate sobre discriminação racial nos estádios e a eficácia dos protocolos de combate adotados pelas entidades esportivas.
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