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O alimento que não estraga: cientistas explicam por que o mel dura milhares de anos

Propriedades químicas únicas e o trabalho das abelhas criam o único produto natural "imortal" da gastronomia.

Beto Dantas

22 de janeiro de 2026 às 19:05   - Atualizado às 19:05

Mel o alimento que nunca estraga.

Mel o alimento que nunca estraga. Foto: FreePik

O mel é um dos fenômenos mais intrigantes da natureza e da culinária mundial. Em primeiro lugar, arqueólogos já recuperaram amostras de mel em escavações no Egito que, apesar de milenares, permaneciam preservadas. De fato, enquanto quase todos os produtos orgânicos sucumbem à ação do tempo e das bactérias, o mel se mantém intacto graças a uma combinação perfeita de química e biologia.

A barreira química contra bactérias

A durabilidade do mel não é sorte, mas o resultado de um ambiente extremamente hostil para microrganismos. Além disso, a química e especialista em alimentos Cyntia Antonaccio explica que o baixo teor de umidade do mel impede que bactérias sobrevivam nele, pois elas acabam morrendo por desidratação (osmose). Nesse sentido, conforme informações do portal G1, o mel é essencialmente um açúcar higroscópico, o que significa que ele tem pouquíssima água em sua composição natural.

O papel do "peróxido de hidrogênio" natural

O processo de fabricação feito pelas abelhas adiciona uma camada extra de proteção ao alimento. Dessa forma, durante a produção, as abelhas utilizam uma enzima chamada glicose oxidase, que gera ácido glucônico e peróxido de hidrogênio (água oxigenada) como subprodutos. Segundo o apicultor e pesquisador Paulo de Castro, esse componente atua como um antisséptico natural, impedindo o crescimento de qualquer fungo. Conforme o site Poder360, essa característica é o que permitiu ao mel ser usado como cicatrizante por civilizações antigas.

Acidez e vedação: o segredo do armazenamento

Outro fator determinante é o pH do mel, que é bastante ácido (entre 3,2 e 4,5). Contudo, para que essa "imortalidade" funcione, o mel precisa estar bem vedado para não atrair a umidade do ar. De acordo com o historiador e especialista em gastronomia Rodrigo Ferraz, a vedação em potes de argila nas pirâmides foi o que garantiu que o mel encontrado pelos exploradores ainda estivesse doce e seguro. Segundo a revista Superinteressante, o mel pode cristalizar com o tempo, mas isso é apenas uma mudança física, não um sinal de apodrecimento.

O mel como herança biológica

Compreender essas propriedades ajuda a indústria a desenvolver conservantes naturais mais eficazes. Portanto, o estudo dessa substância vai além da cozinha, alcançando a medicina e a conservação de materiais. De acordo com o portal Terra, o mel continua sendo o padrão ouro da natureza para preservação de nutrientes a longo prazo. Cientistas da Universidade de Cardiff, liderados pelo microbiologista Les Baillie, utilizam essas amostras antigas para estudar como as abelhas evoluíram sua resistência a patógenos ao longo dos séculos.

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