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Abelha-carpinteira-azul: espécie rara reaparece após quase uma década

Com um corpo grande e uma coloração metálica, a abelha-carpinteira-azul voltou a ser observada por cientistas em seu habitat natural.

Eduarda Queiroz

02 de agosto de 2025 às 17:53   - Atualizado às 17:53

Abelha-carpinteira-azul: espécie rara reaparece após quase uma década.

Abelha-carpinteira-azul: espécie rara reaparece após quase uma década. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A abelha-carpinteira-azul (Xylocopa caerulea) é uma espécie solitária que chama atenção pela coloração azul metálica intensa. Oficialmente identificada apenas em 2011, ela despertou a curiosidade de pesquisadores do mundo todo por sua beleza incomum e pela escassez de registros confiáveis.

Após quase dez anos sem avistamentos, o inseto voltou a ser observado em seu habitat natural, surpreendendo cientistas e reacendendo o interesse por sua conservação.

Segundo o especialista em abelhas Thiago Araújo de Jesus, "sua coloração chama atenção pelo azul intenso e brilhante. A coloração dela, assim como de muitas outras espécies, se deve ao processo evolutivo, mas não se sabe ao certo quais motivos da seleção natural levou essa espécie a ter essa característica, como sucesso reprodutivo ou camuflagem".

O biólogo explica que os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, absorvem todas as cores do espectro de luz e refletem apenas a azul.

O reaparecimento recente da Xylocopa caerulea impulsionou um estudo liderado pelo pesquisador Chase Kimmel e seu orientador Jaret Daniels, do Museu de História Natural da Flórida.

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A dupla dedicou dois anos ao monitoramento da espécie, cujos avistamentos anteriores se limitavam a uma única confirmação na Flórida, nos Estados Unidos.

Natural do Sudeste Asiático, sul da China e Índia, a abelha-carpinteira-azul não é considerada oficialmente ameaçada de extinção, mas está cada vez mais rara. O avanço do desmatamento tem reduzido os ambientes adequados para sua sobrevivência, dificultando ainda mais sua observação.

Diferente das abelhas sociais, como as do mel, essa espécie vive de forma independente. O ferrão da fêmea é liso, o que permite que ela o mantenha após picar.

"Essa espécie é uma abelha solitária, que não vive em colônias organizadas com rainhas e operárias. Somente a fêmea possui ferrão e ela que é a responsável por criar o ninho e botar os ovos", afirma a bióloga Yara Roldão.

Com seus hábitos únicos e aparência vibrante, a abelha-carpinteira-azul continua sendo um mistério fascinante da natureza, e seu retorno reacende a importância de preservar os ecossistemas que abrigam espécies raras e pouco compreendidas.

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