Galo-de-campina. Foto: Reprodução/CPRH.
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) aponta que o galo-de-campina é o animal silvestre mais traficado em Pernambuco. A ave, típica do Nordeste, chama atenção pela plumagem e pelo canto marcante, o que facilita sua captura.
“Sem medo de errar, aqui em Pernambuco, a ave mais apreendida é o galo-de-campina. É o pássaro mais traficado do estado. A gente recebe, inclusive, repatriação de outros estados”, afirma o gerente do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), Iran Vasconcelos.
A espécie é comum na Caatinga e em áreas abertas. O impacto do tráfico já pode ser percebido na natureza, com a redução de bandos ao longo dos anos.
“É algo que dói no coração, porque a gente vê o número de bandos reduzindo ao longo do tempo. Antigamente se via com facilidade, hoje já não se vê mais como antes”, relata Iran.
Em 2025, uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou um homem transportando cerca de 400 galos-de-campina. As aves foram compradas em Alagoas e seriam levadas para Caruaru, no Agreste de Pernambuco.
Segundo Iran, a retirada desses animais interfere diretamente na reprodução da espécie, diminuindo o surgimento de novas aves e afetando funções essenciais, como a dispersão de sementes e o controle de insetos.
“Quando você tira um galo-de-campina da natureza, você não está tirando só um animal. Você está deixando de gerar dezenas de outros. E isso se multiplica ao longo do tempo”, explica.
A ave se destaca pela cabeça e garganta vermelhas, que contrastam com o corpo branco e as asas em tons de cinza e preto. Com cerca de 17 cm, é uma espécie típica do Nordeste, mas também aparece em outras regiões, como o Sudeste do Brasil, devido à ação humana.
O galo-de-campina é conhecido pelo canto marcante, especialmente ao amanhecer no período reprodutivo. A ave costuma viver sozinha ou em pares.
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