Bronzeamento artificial Foto: Reprodução/IA
O bronzeamento artificial, prática ainda comum em diversos países, voltou ao centro do debate científico após a divulgação de novos estudos que associam diretamente o uso de câmaras de bronzeamento ao aumento significativo do risco de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. As evidências reforçam um alerta já feito por dermatologistas e órgãos de saúde: não existe bronzeamento seguro quando há exposição à radiação ultravioleta (UV).
Um estudo recente publicado na revista científica Science Advances, conduzido por pesquisadores de universidades norte-americanas, revelou que pessoas que utilizam câmaras de bronzeamento artificial apresentam risco aproximadamente três vezes maior de desenvolver melanoma em comparação com quem nunca usou esses equipamentos. A pesquisa analisou amostras de pele e identificou um volume muito maior de mutações no DNA das células da pele, especialmente nos melanócitos, responsáveis pela pigmentação.
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos cientistas foi o fato de que as mutações genéticas não se restringiam às áreas diretamente expostas à radiação UV. Alterações no DNA também foram encontradas em regiões do corpo normalmente cobertas por roupas, o que indica um impacto sistêmico mais amplo da radiação emitida pelas câmaras de bronzeamento.
Em alguns casos, a análise genética mostrou que a pele de usuários frequentes desses equipamentos apresentava características semelhantes às de pessoas muito mais velhas, o que levou pesquisadores a afirmar que o bronzeamento artificial pode fazer a pele “envelhecer” em nível molecular.
Especialistas explicam que as câmaras de bronzeamento emitem principalmente radiação UVA, capaz de penetrar profundamente na pele e causar danos cumulativos ao DNA celular. Tanto a radiação UVA quanto a UVB estão associadas ao desenvolvimento de câncer de pele, incluindo o melanoma.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as fontes artificiais de radiação UV como carcinogênicas para humanos, no mesmo grupo de risco de substâncias como o tabaco. Instituições dermatológicas reforçam que o bronzeado não representa saúde, mas sim uma reação de defesa da pele diante de uma agressão.
De acordo com dermatologistas, a ideia de “bronzeamento seguro” é um mito. Qualquer exposição intensa ou repetida à radiação UV aumenta o risco de câncer de pele ao longo da vida. Por isso, campanhas de prevenção destacam a importância do uso de protetor solar, roupas adequadas e da evitação total do bronzeamento artificial.
O melanoma, embora menos frequente que outros tipos de câncer de pele, é o mais letal, pois pode se espalhar rapidamente para outros órgãos. A detecção precoce, observando mudanças em pintas e manchas na pele, é fundamental para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.
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