"Estamos tratando de uma unidade estratégica para a saúde pública de Pernambuco. Não é possível manter escalas deficitárias e ambientes inseguros", dissea presidente do sindicato Carol Tabosa.
Representantes do Simepe participaram de reunião na SAD. Foto: Divulgação.
Representantes do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) participaram, na sexta-feira, 20 de fevereiro, de uma reunião na Secretaria de Administração do Estado de Pernambuco (SAD) para discutir o déficit nas escalas do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM) e as condições de trabalho em unidades da rede estadual.
Estiveram presentes a presidente do Simepe, Carol Tabosa; a vice-presidente Jamilly Leite; e a diretora sindical Caroline Carrazone. O encontro contou ainda com a secretária de Administração, Ana Maraíza; a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti; a reitora da Universidade de Pernambuco (UPE), Maria do Socorro Cavalcanti; o superintendente do complexo hospitalar da UPE, Gustavo Trindade; e o presidente e a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Mário Jorge Lobo e Cláudia Beatriz.
Na pauta, o cenário crítico enfrentado pelo CISAM, unidade de referência em saúde da mulher vinculada à UPE, onde as escalas de plantão seguem sobrecarregadas, com número insuficiente de médicos plantonistas. Entre as propostas apresentadas pelo sindicato está a realização de concurso público com vínculos seguros e atrativos, como forma de garantir estabilidade às equipes e assegurar a continuidade da assistência.
Para a presidente Carol Tabosa, é fundamental avançar em soluções estruturais. “Estamos tratando de uma unidade estratégica para a saúde pública de Pernambuco. Não é possível manter escalas deficitárias e ambientes inseguros. Defendemos concurso público com vínculos estáveis e condições adequadas de trabalho para que possamos garantir assistência digna à população e respeito aos médicos”, afirmou.
Também foram debatidas as condições de segurança e trabalho em unidades como o Hospital da Mirueira, em Paulista, e o Hospital Professor Agamenon Magalhães (HOSPAM), em Serra Talhada. O Simepe cobrou da gestão estadual de saúde que iniciativas que promovam a proteção dos profissionais sejam tomadas com a maior brevidade possível. O sindicato informou que seguirá acompanhando de perto as demandas da categoria junto ao Governo do Estado.
Na tarde da última quinta-feira, 15 de janeiro, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) realizou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com a participação de médicas e médicos de todo o estado.
O encontro ocorreu de forma on-line, por meio da plataforma Zoom, e tinha como pauta a situação da rede de saúde do município de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte pernambucana, especialmente em relação ao longo período sem a realização de concurso público para médicos.
O tema mobilizou a categoria diante do impacto direto que a precarização dos vínculos provoca nas condições de trabalho e na organização da assistência.
Atualmente, o município conta com apenas quatro vínculos estatutários e 21 vínculos temporários, modelo considerado frágil e inseguro para o exercício profissional, além de comprometer a continuidade e a qualidade do atendimento à população.
Segundo o diretor sindical do Simepe, Rodrigo Rosas, a Assembleia teve como objetivo discutir iniciativas de valorização da categoria com vínculos seguros.
“O Simepe segue no enfrentamento à precarização dos vínculos que tem acometido os municípios de todo o Estado. Nessa AGE, discutimos medidas que deverão ser tomadas com relação a Buenos Aires, para que um concurso público para médicos seja realizado naquela localidade pela gestão municipal, como está previsto na constituição”, pontuou.
Durante o debate, os participantes reforçaram a necessidade de defesa do vínculo estável por meio de concurso público, como instrumento fundamental para a valorização da carreira médica e para a garantia de um serviço público de saúde mais estruturado.
Ao final da Assembleia, foi deliberada, em votação, a adoção de medidas jurídicas coletivas, incluindo o ingresso de ação solicitando a realização de novo concurso público e o pedido de liminar para obtenção de informações não respondidas pela Prefeitura de Buenos Aires.
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