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Mãe e filho são mortos a facadas dentro de casa após vítima rejeitar se relacionar com suspeito

Pouco depois do crime, o corpo do suspeito foi localizado em uma propriedade rural na cidade vizinha.

Cami Cardoso

06 de abril de 2026 às 10:38   - Atualizado às 11:21

Mãe e filho são mortos a facadas dentro de casa após vítima rejeitar se relacionar com suspeito

Mãe e filho são mortos a facadas dentro de casa após vítima rejeitar se relacionar com suspeito Foto: Reprodução / Redes Sociais

No domingo, 5 de abril, uma mulher de 23 anos, Karielle Lima Marques de Souza, e seu filho de 6 anos, Nicolas Marques Sodré, foram assassinados a facadas dentro da própria residência, no município de Ibirapitanga, na Bahia. As vítimas chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos, segundo informações da polícia local.

De acordo com as autoridades, o suspeito do crime, Rolemberg Santos de Pina, de 32 anos, tinha interesse amoroso em Karielle, que não correspondia às investidas dele por não querer e já estar em outro relacionamento. O homem morava na rua de trás da casa da vítima e planejou o ataque, aguardando a saída do companheiro de Karielle para invadir o imóvel.

Segundo apurado, Rolemberg entrou na residência, cometeu o duplo homicídio e fugiu em uma motocicleta. Pouco depois, ele foi localizado morto em uma propriedade rural na cidade vizinha de Maruá, portando a mesma faca utilizada no crime.

Moradores da região relatam temor e comoção diante da violência, destacando que Karielle era uma jovem conhecida e querida na comunidade. A jovem que também era trancista e capoeirista deixa um outro filho.  

Crime de feminicídio no Brasil

O feminicídio é considerado a forma mais extrema de violência contra a mulher, caracterizado quando uma mulher é morta por questões de gênero, muitas vezes em contextos de relações íntimas ou familiares.

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No Brasil, o crime ganhou reconhecimento legal em 2015, com a Lei nº 13.104, que incluiu o feminicídio no Código Penal como circunstância qualificadora do homicídio.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em média, uma mulher é assassinada a cada duas horas. As vítimas geralmente têm entre 20 e 39 anos, e muitos crimes ocorrem dentro de casa, cometidos por parceiros, ex-parceiros ou conhecidos da vítima. 

O feminicídio não se restringe a homicídios isolados; ele reflete padrões culturais de desigualdade, machismo e violência estrutural contra a mulher. Casos de ciúmes, rejeição de relacionamentos ou disputa familiar frequentemente estão entre os fatores motivadores, tornando o crime um indicador preocupante de relações desiguais e violentas.

Para tentar reduzir os números, a legislação brasileira prevê medidas específicas, como aumento de pena para homicídios de mulheres motivados por gênero, registro de boletins de ocorrência com enfoque em violência doméstica e proteção policial preventiva. Além disso, programas de apoio psicológico e abrigos temporários buscam oferecer proteção às vítimas antes que a violência escale para o homicídio.

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