A polícia descobriu que ele também promovia a exploração sexual das alunas, ao intermediar encontros entre as adolescentes e empresários que patrocinavam o esporte.
Professor de jiu jitsu é preso por suspeita de estuprar adolescentes. Foto: Divulgação
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, na segunda-feira, 6 de julho, o professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda. O homem, que estava foragido há mais de um mês, responde a investigações por crimes graves, incluindo estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual.
As autoridades policiais identificaram, até o momento, ao menos sete adolescentes que sofreram abusos durante o período em que frequentavam as aulas do suspeito. No entanto, a equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) trabalha com a possibilidade de que o número de vítimas seja ainda maior.
A delegada Mayara Magna, titular da DEPCA, detalhou o modo de operação utilizado pelo professor para atrair as vítimas. Segundo a investigação, o suspeito oferecia benefícios como quimonos novos e o pagamento de taxas de inscrição em campeonatos para conquistar a confiança das adolescentes. Após ganhar a atenção das jovens, ele as levava para ambientes inadequados, como hotéis, onde cometia os abusos sexuais.
O esquema criminoso organizado pelo professor ia muito além dos episódios de violência direta. A polícia descobriu que ele também promovia a exploração sexual das alunas, ao intermediar encontros entre as adolescentes e empresários que patrocinavam o esporte.
Em depoimentos, a delegada relatou que o professor obrigava as vítimas a produzirem conteúdo de cunho sexual para esses homens, em troca de vantagens financeiras que beneficiavam exclusivamente o agressor. O professor usava o pretexto de que as meninas eram recém-chegadas ao jiu-jítsu para oferecer as vítimas aos supostos patrocinadores, que também serão alvo de investigação criminal pela participação nos abusos.
A delegada Mayara Magna faz um apelo para que outras possíveis vítimas procurem a DEPCA e formalizem seus relatos, garantindo a proteção e o sigilo necessários. A autoridade policial também ressalta a importância de não permitir que casos como este prejudiquem a imagem do jiu-jítsu como uma prática saudável.
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