Presídio de Igarassu, na RMR. Foto: Reprodução/TV Globo
Uma briga generalizada registrada na madrugada da segunda-feira, 28 de julho, deixou ao menos dois detentos feridos no Pavilhão C do Presídio de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. A motivação da confusão ainda não foi esclarecida. A unidade é palco de escândalos que variam entre corrupção e superlotação, após a deflagração da Operação La Catedral.
De acordo com informações iniciais, os feridos foram socorridos e encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Igarassu. Diante da gravidade dos ferimentos, ambos foram transferidos para o Hospital da Restauração (HR), localizado no bairro do Derby, na área central da capital, onde receberam atendimento especializado.
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informou que a ocorrência está sendo apurada. Em nota, a pasta ressaltou que “a situação foi controlada pelos policiais penais do plantão da unidade prisional e da Gerência de Operações e Segurança (GOS/SEAP)”.
"Dois detentos foram encaminhados para atendimento médico no Hospital da Restauração. A Seap informa ainda que um detento foi encaminhado à delegacia para providências cabíveis. Um procedimento disciplinar foi instaurado pela pasta", explicou o órgão.
O cantor de brega funk Hemerson da Silva Ferreira, o MC Tocha, de 32 anos, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que recebeu entre R$ 8 mil e R$ 10 mil para se apresentar no Presídio de Igarassu, no Grande Recife. Segundo ele, durante as visitas, presenciou detentos usando celulares e consumindo bebidas alcoólicas em festas realizadas dentro da unidade prisional.
A declaração do artista faz parte do inquérito da Operação, que investiga um esquema de privilégios envolvendo presos e servidores públicos no presídio. O caso já teve 15 pessoas denunciadas pelo Ministério Público, entre elas o ex-secretário executivo de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), André de Araújo Albuquerque, e o ex-diretor da unidade, Charles Belarmino de Queiroz.
No depoimento, MC Tocha disse ter ido ao presídio “uma ou duas vezes” com o único objetivo de cantar, mas alegou não se lembrar quem o contratou. Ele declarou ter entrado “pela porta da frente”, ter sido revistado e ter visto “mais de um policial penal” no acesso à unidade. O artista também afirmou que não sabe quem autorizou sua entrada.
Tocha não é investigado pela Operação La Catedral, que estava sob sigilo até o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) acolher a denúncia do MP.
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