A investigação identificou um esquema que utilizava pessoas para realizar provas no lugar dos candidatos inscritos. O grupo atuava por meio da contratação de indivíduos conhecidos como "pilotos".
Fraude em Concurso Público. Foto: Divulgação/Polícia Civil do Tocantins.
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta quarta-feira, 18 de março, a Operação Última Etapa para apurar um esquema de fraude em concurso público. A investigação aponta atuação de uma organização criminosa em quatro estados, incluindo Pernambuco, além do Distrito Federal.
A ação contou com apoio das Polícias Civil e Militar de Pernambuco. As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva no município de Serra Talhada, no Sertão do estado. As forças de segurança também realizaram diligências nos estados da Paraíba, Pará e Goiás, além do Distrito Federal.
O delegado Afonso Lyra, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado do Tocantins (Dracco-TO), acompanhou a operação em Pernambuco. Ele apresentou detalhes sobre o funcionamento do grupo investigado.
A investigação identificou um esquema que utilizava pessoas para realizar provas no lugar dos candidatos inscritos. O grupo atuava por meio da contratação de indivíduos conhecidos como “pilotos”.
Essas pessoas faziam as provas em nome dos candidatos originais, que realizavam pagamento pelo serviço. Segundo a Polícia Civil do Tocantins, cinco candidatos aparecem entre os alvos de mandados de prisão por suspeita de contratar o esquema. Outros três investigados são apontados como integrantes da organização que executavam as provas no lugar dos candidatos.
Entre os suspeitos, há um agente socioeducativo que atua no Distrito Federal. A investigação também identificou um policial rodoviário federal lotado em Marabá, no Pará. Outro investigado é um ex-policial militar da Paraíba, que foi excluído da corporação por envolvimento em outros crimes.
Investigação teve início após identificação de irregularidades A apuração começou após a Polícia Militar do Tocantins identificar indícios de irregularidades em um concurso público. A Comissão Organizadora do concurso e a Corregedoria da PM/TO compartilharam as informações com a Polícia Civil. A partir disso, as forças de segurança passaram a atuar de forma integrada, com troca de dados e análises técnicas para aprofundar as investigações.
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Ao todo, estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 49 mandados de busca e apreensão. A ação ocorre em diversos municípios e outros estados.
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