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Polícia apreende seis adolescentes suspeitos de estupro contra menina de 12 anos

Segundo a corporação, outros dois adolescentes identificados durante as investigações ainda não foram localizados. 

Isabella Lopes

16 de maio de 2026 às 16:59   - Atualizado às 17:02

Abuso Sexual.

Abuso Sexual. Foto: Ilustrativa

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu seis adolescentes investigados por participação em um caso de violência sexual contra uma menina de 12 anos na Zona Oeste da capital. A ação ocorreu na sexta-feira, 15 de maio, após investigação conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

Segundo a polícia, outros dois adolescentes identificados durante as investigações ainda não foram localizados. De acordo com informações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o caso aconteceu no fim do último mês.

As investigações apontam que o então namorado da adolescente teria convidado a vítima para ir até uma residência. Ao chegar ao local, a menina encontrou outros adolescentes e, segundo a polícia, passou por situações de violência física, psicológica e sexual.

A investigação também apura a gravação e o compartilhamento de imagens do caso nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, os adolescentes investigados poderão responder por atos infracionais relacionados à violência sexual contra vulnerável e divulgação de cena de violência.

Caso foi denunciado pela mãe da adolescente

A mãe da vítima procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher na quarta-feira, 13 de maio, após tomar conhecimento do ocorrido. Com base nas informações apresentadas pela família, a polícia iniciou as diligências para identificar os envolvidos. As equipes responsáveis conseguiram identificar oito adolescentes suspeitos de participação no caso.

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Justiça autorizou internação provisória

Após o avanço das investigações, a polícia solicitou a internação provisória dos adolescentes investigados. Até o momento, seis menores de idade foram apreendidos.

As buscas continuam para localizar os outros dois adolescentes apontados no inquérito. A Polícia Civil segue acompanhando o caso e realizando novas diligências relacionadas à investigação.

Câmara aprova proposta que aumenta penas contra estupro

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 6 de maio, projeto de lei que aumenta as penas pelos crimes de estupro, assédio sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. O PL nº 3984/25 institui a Lei da Dignidade Sexual e também prevê punição maior para os crimes relacionados a pedofilia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A proposta ainda passará pela análise do Senado.

A lei define que a pena por estupro passa de 6 a 10 anos de reclusão para 8 a 12 anos. Caso o ato resulte em lesão grave, a pena atual de 8 a 12 anos será de 10 a 14 anos. Se resultar em morte da vítima, a reclusão de 12 a 30 anos passa a ser de 14 a 32 anos.

O assédio sexual, cuja pena atual é de detenção de 1 a 2 anos, será punido com pena de detenção de 2 a 4 anos. O registro não autorizado da intimidade sexual, como fotos e vídeos, atualmente punível com detenção de 6 meses a 1 ano, passa para detenção de 1 a 3 anos.

Foi definido ainda o aumento de um terço a dois terços da pena se os crimes contra a dignidade sexual forem cometidos por razões da condição do sexo feminino; contra pessoa com deficiência ou maior de 60 anos; ou nas dependências de instituição de ensino, hospitalar ou de saúde, de abrigamento, unidade policial ou prisional.

No ECA, o projeto aumenta as penas de reclusão para os seguintes crimes:

  •  vender ou expor registro de pornografia envolvendo criança ou adolescente: de 4 a 8 anos para 6 a 10 anos;
  •  disseminar essa pornografia por qualquer meio: de 3 a 6 anos para 5 a 8 anos;
  •  adquirir ou armazenar por qualquer meio esse tipo de pornografia: de 1 a 4 anos para 3 a 6 anos;
  •  simular participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornografia com montagem ou adulterações: de 1 a 3 anos para 3 a 5 anos; e
  •  aliciar por qualquer meio de comunicação criança ou adolescente com o fim de praticar com ela ato libidinoso: de 1 a 3 anos para 3 a 5 anos.

Outras ações

O PL também altera a Lei de Execução Penal ao proibir condenados por estupro ou estupro de vulnerável de usufruírem de visitas íntimas no presídio.

Já na lei que instituiu a campanha Maio Laranja, com ações de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o projeto cria a Semana Nacional de Enfrentamento aos Crimes Sexuais, a ser realizada todos os anos na última semana do mês de maio.

Em relação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o projeto determina que sejam trabalhados conteúdos sobre violência sexual, tratando da compreensão do consentimento e da difusão de canais de denúncia. 

Os conteúdos devem ser incluídos junto ao ensino sobre prevenção de todas as formas de violência contra a criança ou adolescente e a mulher, já previsto na LDB.

Por fim, o texto aprovado prevê, como efeito automático da condenação por crimes contra a dignidade sexual tipificados no Código Penal, a perda do poder familiar se o crime for cometido contra pessoa igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado ou curatelado.

Se a pena for superior a 4 anos de reclusão, haverá a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo, se for o caso. Será proibida, ainda, a nomeação do condenado para qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação e o efetivo cumprimento da pena.

O PL é de autoria da deputada Delegada Katarina (PSD-SE), aprovado com o substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).

com informações da Agência Brasil 

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