Segundo o governo federal, o valor de cada beneficiário varia conforme o histórico da conta e a atualização aplicada aos recursos.
07 de agosto de 2026 às 08:46 - Atualizado às 09:08
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Uma consulta simples pode revelar valores que ficaram parados durante anos em nome de trabalhadores e correntistas. Em 2026, brasileiros ainda podem solicitar recursos de duas frentes diferentes: as antigas cotas do Fundo PIS/Pasep e o dinheiro identificado pelo Sistema de Valores a Receber, do Banco Central.
No caso do antigo Fundo PIS/Pasep, o ressarcimento é destinado a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que tiveram cotas vinculadas ao fundo e ainda não retiraram o saldo.
O grupo inclui pessoas que trabalharam com carteira assinada ou no serviço público entre 1971 e 1988 e que atendem às condições estabelecidas para o ressarcimento.

A consulta pode ser feita pelo REPIS Cidadão, serviço do Ministério da Fazenda, ou pelo aplicativo FGTS. O antigo fundo foi extinto em 2020 e os recursos remanescentes passaram por mudanças na forma de pagamento.
Segundo o governo federal, o valor de cada beneficiário varia conforme o histórico da conta e a atualização aplicada aos recursos.
Quem tiver direito e apresentar a solicitação até 31 de agosto de 2026 poderá receber o pagamento em 25 de setembro, desde que o pedido seja aprovado e haja disponibilidade orçamentária.
O calendário oficial também prevê novos lotes ao longo do restante do ano. Pedidos apresentados até 30 de setembro, por exemplo, estão programados para crédito em 26 de outubro. O pagamento é feito pela Caixa, após a análise e autorização do Ministério da Fazenda.
Outra possibilidade está no Sistema de Valores a Receber, do Banco Central. Os dados mais recentes disponíveis, com base em maio de 2026, mostram aproximadamente R$ 6,24 bilhões ainda aguardando devolução. Desse total, cerca de R$ 4,44 bilhões pertencem a pessoas físicas, distribuídos entre pouco mais de 24 milhões de beneficiários.
O dinheiro pode ter diferentes origens, como saldo de contas encerradas, recursos de consórcios finalizados, cotas de cooperativas de crédito, tarifas cobradas indevidamente e valores mantidos por instituições financeiras.
A consulta inicial pode ser feita diretamente no sistema do Banco Central usando CPF e data de nascimento. Para acessar detalhes e solicitar a devolução, é necessário entrar com conta Gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas.
Em determinados casos, o resgate pode ser solicitado diretamente pelo sistema utilizando uma chave Pix. Quando essa modalidade está disponível, a instituição responsável deve efetuar a devolução em até 12 dias úteis.
O Banco Central recomenda que a consulta seja repetida periodicamente, já que as instituições podem incluir novos valores no sistema ao atualizar suas bases de dados.
Tanto a consulta ao REPIS quanto o acesso ao Sistema de Valores a Receber são gratuitos. O Banco Central alerta que não envia links por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais para liberar dinheiro e não cobra taxas para devolver os recursos.
Qualquer solicitação de pagamento antecipado para liberar supostos valores deve ser tratada como sinal de possível golpe.
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