A operação apura a possível participação de integrantes do grupo em crimes de corrupção, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
25 de agosto de 2026 às 09:29 - Atualizado às 09:36
Operação Controle Paralelo. Foto: Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta terça-feira, 25 de agosto, a Operação Controle Paralelo contra uma organização criminosa suspeita de manter um esquema de corrupção dentro do sistema prisional do estado. A ação foi realizada no Recife, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Escada, Bonança, distrito de Moreno, e também em Maceió, em Alagoas.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, além de ordens judiciais para o bloqueio de dinheiro e bens dos investigados. A operação apura a possível participação de integrantes do grupo em crimes de corrupção, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em outubro de 2022 e têm como objetivo identificar e prender integrantes da organização criminosa.
Segundo as investigações, o esquema funcionava dentro de unidades prisionais de Pernambuco e envolvia a concessão de benefícios indevidos a detentos. Alguns presos teriam recebido autorização para controlar e administrar pavilhões das unidades.
Esses detentos eram conhecidos como “chaveiros”. Conforme a apuração policial, em troca da função, os presos realizavam pagamentos a agentes que estariam envolvidos no esquema.
Ainda segundo a Polícia Civil, os valores não eram necessariamente entregues de forma direta. Parte do dinheiro teria sido encaminhada por meio de outras pessoas ou depositada em contas de familiares dos presos envolvidos.
A investigação aponta que a suposta estrutura de corrupção não estaria restrita ao responsável por apenas uma unidade prisional. Outros policiais penais também são suspeitos de participação nas irregularidades investigadas.
Além das suspeitas de corrupção, a Polícia Civil apura possíveis crimes de extorsão contra presos e familiares, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo os investigadores, os valores obtidos por meio das atividades criminosas teriam sido movimentados utilizando empresas relacionadas aos setores de criação de camarão e comercialização de pescados. A suspeita é de que os negócios tenham sido utilizados para ocultar a origem do dinheiro.
As medidas judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam duas espingardas, revólveres, munições de fino e grosso calibre, celulares e caixotes. O material deverá contribuir para o avanço das investigações.
A operação contou com a participação da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL), do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE) e da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.
Também participaram da ação equipes da Polícia Civil de Alagoas e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM).
A Operação Controle Paralelo reúne, portanto, diferentes frentes de investigação sobre a suposta atuação criminosa dentro do sistema prisional. A apuração busca esclarecer a extensão do esquema, identificar os envolvidos e verificar como os recursos obtidos ilegalmente teriam sido movimentados.
*Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.
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