Mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral acontecem nos municípios de Tupanatinga, Garanhuns e Petrolina, em diferentes regiões de Pernambuco.
11 de agosto de 2026 às 13:06 - Atualizado às 13:38
Viatura da Polícia Federal Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 11 de agosto, a Operação Voto Lacrado, em Pernambuco, para investigar uma possível prática de corrupção eleitoral relacionada às eleições municipais de 2024. A ação ocorre a partir de uma investigação iniciada depois da apreensão de R$ 100 mil em espécie encontrados dentro de um veículo durante o período eleitoral.
O dinheiro estava acondicionado em uma embalagem lacrada. No mesmo automóvel, também foram localizados materiais de propaganda eleitoral. A partir da apreensão, a Polícia Federal passou a investigar a origem dos valores, a forma como o dinheiro circulou e qual seria sua destinação.
Os agentes cumprem três mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral nos municípios de Tupanatinga, Garanhuns e Petrolina, em diferentes regiões de Pernambuco.
As diligências têm como objetivo localizar e recolher elementos que possam ajudar a esclarecer os fatos investigados. Entre os materiais procurados pelos policiais estão aparelhos eletrônicos, documentos, mídias e outros itens que possam apresentar informações relacionadas à movimentação dos valores.
A operação é resultado do avanço da apuração sobre os R$ 100 mil encontrados durante a abordagem do veículo no período das eleições municipais de 2024. A investigação busca reconstruir o caminho percorrido pelo dinheiro e esclarecer sua possível relação com a prática investigada.
A Polícia Federal informou que as ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Eleitoral e estão sendo cumpridas simultaneamente nos três municípios pernambucanos.
O caso chama atenção principalmente pela combinação dos elementos encontrados no veículo: o dinheiro em espécie, acondicionado em embalagem lacrada, e materiais de propaganda eleitoral. Esses elementos deram origem às diligências que agora tentam esclarecer a eventual finalidade dos recursos.
De acordo com a Polícia Federal, o nome Operação Voto Lacrado faz referência à maneira como o dinheiro foi encontrado e à própria linha de investigação, que apura uma possível tentativa de comprometimento indevido da liberdade de escolha do eleitor.
Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, o crime de corrupção eleitoral, previsto no artigo 299 do Código Eleitoral. A apuração, contudo, ainda está em andamento e as diligências realizadas nesta terça-feira têm justamente a finalidade de reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias do caso.
A operação não representa, por si só, conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos. O objetivo das medidas autorizadas pela Justiça Eleitoral é obter documentos, equipamentos e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento da origem, da circulação e da destinação dos R$ 100 mil apreendidos.
Com as buscas em Tupanatinga, Garanhuns e Petrolina, a Polícia Federal dá continuidade à investigação iniciada a partir da apreensão ocorrida durante o período eleitoral de 2024. Os materiais eventualmente encontrados nas diligências poderão auxiliar os investigadores na análise dos fatos e na definição dos próximos passos da apuração.
A Operação Voto Lacrado permanece, portanto, concentrada na coleta de elementos capazes de esclarecer se os valores apreendidos tinham alguma relação com a possível prática de corrupção eleitoral e qual teria sido sua finalidade.
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