O monitoramento realizado pelo Ministério da Justiça apontou que o grupo era considerado apartidário e não apresentava uma ideologia política tradicional
Agente da Polícia Civil em investigação a ataques em Brasília Fotos: Divulgação
Um grupo investigado por planejar atentados terroristas no centro de Brasília durante o período das eleições de 2026 mantinha mapas e plantas de importantes prédios públicos da capital federal. Entre os locais estudados estavam ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações exibidas pelo programa 'Fantástico', da TV Globo, no domingo, 9 de agosto, os integrantes não demonstravam alinhamento com partidos ou candidatos específicos.
O monitoramento realizado pelo Ministério da Justiça apontou que o grupo era considerado apartidário e não apresentava uma ideologia política tradicional. Conforme relatado na reportagem, os integrantes "não tinham lado", "não tinham ideologia" e "queriam a revolução".
As comunicações eram realizadas principalmente por meio de dois grupos no aplicativo Telegram. Em conversas monitoradas pelas autoridades, os suspeitos discutiam diferentes possibilidades de ataques, incluindo a intenção de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater".
As investigações indicam que os integrantes também estudavam formas de produzir explosivos, coquetéis Molotov e outros artefatos que poderiam ser empregados nas ações planejadas. Além disso, eram compartilhados materiais relacionados à fabricação desses dispositivos e estratégias para a execução dos ataques.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o grupo discutia ainda a invasão de prédios públicos, a escolha dos possíveis alvos, a formação de equipes com treinamento tático e o recrutamento de novos integrantes em diferentes estados.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, no dia 4 de agosto, a Operação Rede Interrompida, com o objetivo de desarticular a organização investigada. A ação foi coordenada pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV).
Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos. Os alvos estavam nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
De acordo com a investigação, comunidades do Telegram também eram utilizadas para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos, além de promover recrutamento e discutir ações violentas. Os investigadores identificaram ainda discursos de ódio direcionados a diferentes grupos, incluindo mulheres que ocupam posições de autoridade.
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