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Homem é condenado a 25 anos de prisão por matar ex-companheira trans a facadas

Segundo os autos do processo, no dia do crime, o homem enviou várias mensagens para a trans, até conseguir convencê-la a encontrá-lo em um terreno.

Gabriel Alves

30 de agosto de 2025 às 08:44   - Atualizado às 08:51

Homem condenado e mulher trans morta a facadas.

Homem condenado e mulher trans morta a facadas. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, condenou Marlon Nascimento da Silva à pena de 25 anos de reclusão pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado contra a mulher trans Amanda de Souza Soares Souza, morta na madrugada do dia 1º de fevereiro de 2024, após ser atingida por diversos golpes de faca pelo ex-companheiro.

Os agravantes ao homicídio foram motivo torpe, emprego de meio cruel, traição e feminicídio. O juízo acrescentou que o crime foi praticado "em razão da transfobia do réu, que nada mais é do que uma espécie de feminicídio".

De acordo com os autos do processo, no dia do crime, Marlon enviou várias mensagens para Amanda pelo Facebook, até conseguir convencê-la a encontrá-lo em um terreno próximo à sua residência, no bairro Jardim Nova República, em São Gonçalo, local onde o homicídio foi cometido.

“A pena-base deve ser fixada acima do mínimo legal, observando-se que o delito é quadruplamente qualificado, por ter sido praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel, à traição e contra a mulher, por razões de sua condição, envolvendo violência doméstica e familiar. Assim, fixo a pena base em 26 anos de reclusão. Presente a atenuante da confissão, razão pela qual reduzo a pena em 1 ano”, destacou o juízo na decisão

A sentença destacou ainda que a vítima mantinha relacionamento com o réu, baseado na intimidade e confiança, e foi atraída até o local do crime de forma dissimulada. Marlon ainda tentou criar falso álibi,consolando amigos da vítima.

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"Sua conduta demonstra o desprezo à vida da vítima, bem como sua intenção de confundir as investigações”.

ONG Minha Criança Trans

A ONG “Minha Criança Trans” entrou com um processo judicial contra o deputado federal Pastor Eurico (PL-PE) após declarações feitas pelo parlamentar durante uma sessão da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, em 5 de junho de 2024.

O caso ganhou repercussão porque envolve o debate sobre a presença de crianças e adolescentes trans na Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e coloca em evidência os embates políticos em torno dos direitos da população LGBTQIA+.

Na ocasião, a comissão discutia uma moção de repúdio emitida pela Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul contra a ONG. Durante sua fala, Pastor Eurico levou ao plenário um homem chamado Helder Oliveira, que relatou ter desistido da transexualidade após sua conversão religiosa.

Ao defender esse testemunho, o deputado afirmou que a ideia de que pessoas nascem e permanecem LGBT ao longo da vida seria, segundo suas palavras, “mentira do cão e tratativa do inferno”. O parlamentar acrescentou que “menino nasce menino, menina nasce menina, homem nasce homem, mulher nasce mulher”, além de negar a existência de crianças trans.

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