Trump e nadadora trans Foto Montagem/Portal de Prefeitura
Em uma medida que reacende o caloroso debate sobre inclusão e justiça nos esportes, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) implementou uma nova política que, na prática, proíbe que mulheres trans compitam em eventos femininos. A mudança acontece em alinhamento com uma ordem executiva assinada em fevereiro de 2025 pelo presidente Donald Trump, intitulada "Keeping Men Out of Women’s Sports".
A modificação, feita discretamente no documento “Athlete Safety Policy”, não mencionou explicitamente "transgênero", mas reforça que o USOPC — como uma entidade com chancela federal — tem a obrigação de cumprir expectativas governamentais.
O USOPC comunicou federações nacionais esportivas, como natação, atletismo e esgrima, para que revissem suas regras de elegibilidade. A meta: garantir que ambientes de competição sejam "justos e seguros para mulheres" conforme os novos parâmetros federais.
Em resposta, algumas entidades já ajustaram suas políticas. A USA Fencing, por exemplo, anunciou que, a partir de 1º de agosto, apenas atletas de "sexo feminino" poderiam disputar em categorias femininas, enquanto os torneios masculinos seriam abertos a todos os demais grupos, incluindo mulheres trans, homens trans, não-binarie e intersex.
Organizações de defesa dos direitos civis reagiram rapidamente. A presidente do National Women's Law Center declarou que o USOPC está cedendo à pressão política em detrimento da segurança e necessidades dos próprios atletas, acusando a decisão de sacrificar direitos individuais pela conveniência política.
Além disso, a mudança na política esportiva dos EUA entra em choque com abordagens internacionais. Enquanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) permite que federações esportivas definam seus próprios critérios — muitas com base em evidências médicas e científicas — a decisão norte-americana segue uma agenda política centralizada e uniforme.
Essa decisão acompanha uma série de iniciativas federais com direcionamento ideológico contra a presença trans em instituições públicas. Desde 2025, atos executivos vêm revisando políticas relacionadas a esportes, documentos civis e direitos de pessoas trans.
Com os Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles programados para 2028, essa política pode afetar a seleção e preparação de atletas trans nos EUA, além de provocar tensões com entidades esportivas internacionais que ainda mantêm critérios inclusivos, baseados em padrões fisiológicos e regulamentação técnica rigorosa.
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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