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Caso Beatriz: "Não vou admitir", diz Lucinha Mota sobre pedido para tirar júri de Petrolina

Para a mãe da menina, moradores de Petrolina, Juazeiro e de toda a região acompanham o caso desde o início e esperam que a decisão judicial aconteça no mesmo local onde o crime aconteceu.

Redação

22 de julho de 2026 às 09:20   - Atualizado às 09:24

Lucinha Mota e menina Beatriz.

Lucinha Mota e menina Beatriz. Foto: Divulgação

A mãe da menina Beatriz Angélica Mota, Lucinha Mota, criticou na terça-feira, 21 de julho, o pedido apresentado pela defesa de Marcelo da Silva para transferir o julgamento do caso do assassinato de Petrolina para o Recife. Em um pronunciamento publicado nas redes sociais, ela afirmou que não concorda com a mudança do local do Tribunal do Júri e classificou a solicitação como mais uma tentativa de adiar o desfecho do processo.

Lucinha declarou que acredita na condenação do réu independentemente da cidade onde o julgamento aconteça. No entanto, ela defendeu que o júri seja realizado em Petrolina, município onde o crime ocorreu e onde, segundo ela, a população aguarda uma resposta da Justiça há mais de uma década.

Durante a manifestação, a mãe de Beatriz afirmou que não existe justificativa para retirar o julgamento do Vale do São Francisco. Para ela, moradores de Petrolina, Juazeiro e de toda a região acompanham o caso desde o início e esperam que a decisão judicial aconteça no mesmo local onde o crime marcou profundamente a comunidade.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Lucinha ressaltou que o pedido de transferência não mudará sua convicção sobre o resultado do processo. Segundo ela, o caso reúne elementos suficientes para que Marcelo da Silva seja condenado pelo Tribunal do Júri.

Em sua declaração, ela afirmou que, na avaliação dela, o processo contém provas capazes de sustentar uma condenação. Ao mesmo tempo, reforçou que o principal objetivo agora é impedir que o julgamento deixe Petrolina.

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A mãe de Beatriz também classificou o pedido de desaforamento como uma estratégia para retardar o andamento do processo. Segundo ela, a possibilidade prevista na legislação acaba permitindo que novas medidas processuais atrasem a realização do júri popular.

Ao comentar a situação, Lucinha afirmou que entende que esse tipo de pedido faz parte das garantias previstas no Código de Processo Penal. Mesmo assim, declarou que considera a iniciativa mais uma tentativa de prolongar um processo que já se arrasta há mais de dez anos.

Além das críticas, ela anunciou que continuará acompanhando cada etapa da ação judicial. Caso a Justiça determine a transferência do julgamento para o Recife ou para qualquer outro município, Lucinha afirmou que pretende intensificar sua mobilização.

Durante o pronunciamento, ela disse que fará novos protestos para defender a permanência do júri em Petrolina. Segundo Lucinha, se houver qualquer decisão que retire o julgamento da cidade, ela pretende permanecer acampada em frente ao local onde o processo for conduzido até a realização da sessão do Tribunal do Júri.

“Se houver qualquer tipo de manobra para levar o júri para Recife ou qualquer outra cidade ou estado, eu faço minhas malas e vou acampar a partir desse momento até o dia do júri, porque onde eu estiver, a minha voz vai ser a voz de Beatriz. Não vou admitir mais nenhum tipo de protelação", declarou.

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