Pessoa contando dinheiro. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal iniciou uma nova fase de liberação de valores antigos do fundo PIS/Pasep, permitindo que trabalhadores e servidores públicos possam resgatar quantias esquecidas há décadas. O processo já está em andamento e pode representar um dinheiro inesperado para milhares de brasileiros.
O pagamento faz parte da regularização de cotas do antigo fundo, criado originalmente para complementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre as décadas de 1970 e 1980. Com o encerramento do modelo original, os recursos não sacados passaram por diferentes transferências até serem centralizados e liberados para resgate mediante solicitação.
Têm direito ao saque trabalhadores e servidores que atuaram entre 1971 e 1988 e que ainda não retiraram os valores das cotas do fundo. Também podem solicitar o dinheiro herdeiros ou dependentes legais em casos de falecimento do titular.
Segundo estimativas da Caixa, os valores variam de acordo com o tempo de serviço e a remuneração recebida no período, podendo chegar, em média, a R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil por pessoa.
A consulta é feita de forma digital, por meio do portal Repis Cidadão, que exige login com conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.
O trabalhador deve acessar a plataforma e informar seus dados pessoais, como CPF e número do PIS/Pasep ou NIS, caso solicitado. O sistema indica automaticamente se há valores disponíveis para saque e orienta os próximos passos.
Além do portal, também é possível fazer a verificação pelo aplicativo do FGTS, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS.
Se houver valores liberados, o pedido pode ser feito de duas formas principais:
O trabalhador deve acessar a opção “Ressarcimento PIS/Pasep”, anexar os documentos solicitados e acompanhar o andamento do pedido diretamente pelo aplicativo.
Também é possível realizar o atendimento presencial, apresentando documento oficial com foto e solicitando o ressarcimento diretamente ao banco.
Caso o beneficiário não possua conta na Caixa, o valor é depositado automaticamente em uma poupança social digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Em casos de falecimento do titular, os herdeiros ou dependentes legais têm direito ao saque, desde que apresentem a documentação exigida, como certidão de dependência ou autorização judicial, além de documentos pessoais.
O prazo para pedir o ressarcimento segue aberto até setembro de 2028. Após essa data, os valores não resgatados serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.
Por isso, especialistas recomendam que os trabalhadores façam a consulta o quanto antes, já que a verificação é simples e pode ser feita em poucos minutos.
Criado na década de 1970, o fundo tinha como objetivo formar uma espécie de poupança para trabalhadores e servidores públicos. Em 1988, o modelo foi substituído pelo sistema atual de abono salarial.
Com o encerramento do programa, as cotas não sacadas foram transferidas ao longo dos anos até serem reunidas em um sistema de ressarcimento que agora permite o saque mediante solicitação.
A Caixa reforça a importância de verificar se há valores disponíveis, já que muitos brasileiros podem ter direito sem saber. O processo é totalmente digital e pode ser concluído rapidamente, sem necessidade de intermediários.
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